Angola deve liderar integração económica da África central

Angola representa mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) de toda a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e deve ser o “motor” para a integração da economia regional, disse esta quarta-feira um responsável do Governo.
Oposicionamento foi hoje expresso pelo ministro da Economia e Planeamento angolano, Sérgio Santos, que defendeu que o país tem “um importante papel a jogar” e “uma grande oportunidade” para integrar as 11 economias da região.
Sérgio Santos falava esta quarta-feira, em Luanda, durante uma reunião com membros da comissão da CEEAC e empresários angolanos onde foi abordado o tema do aumento das trocas comerciais entre os países que integram a organização.
A CEEAC, presidida pelo embaixador angolano, Gilberto Veríssimo, é composta por 11 países, nomeadamente Angola, Burundi, Camarões, Gabão, Guiné Equatorial, República Centro Africana, República do Congo, República Democrática do Congo (RDCongo), Ruanda, São Tomé e Príncipe e Chade.
Em declarações aos jornalistas, o ministro angolano recordou que a região conta com uma comunidade de mais de 150 milhões de habitantes, um PIB acima dos 200 milhões de dólares (170 milhões de euros) e Angola, insistiu, joga um papel “muito importante para integrar essas economias”.
“Para beneficiarmos não só das relações de amizade, de parentesco, que existem entre os vários povos, mas principalmente para promover um clima de paz, de estabilidade nos nossos países e progresso económico”, frisou.
“Temos a necessidade, em termos de visão estratégica, de nos inserir no crescimento da região, em termos de condições materiais também”, apontou o ministro, destacando a necessidade de um “setor privado mais vibrante”.
O crescimento interno de várias indústrias e da produção nacional foram apontados por Sérgio Santos como outras valências do país para a liderança da integração económica regional.
Segundo o ministro da Economia e Planeamento angolano, com o crescimento da produção nacional, os “mercados naturais são os mercados regionais”.
“Por isso, temos condições materiais em termos do setor privado para promover uma integração, uma integração que significa haver uma complementaridade entre o setor privado nacional, e também o regional”, sustentou.
A necessidade do fortalecimento das parcerias também foi defendida por Sérgio Santos, para quem a “robustez” da economia regional vai concorrer para o fim de conflitos, instabilidade, a fome e a pobreza na região.
A Comunidade Económica dos Estados da África Central foi criada em 1983.
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