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Angola

C4 Pedro (Kizomba MVP) traz para Angola três troféus da quarta edição dos AFRIMMA 2017

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O internacional cantor e compositor angolano, C4 Pedro  conquistou na madrugada deste domingo (08), os troféus de “Melhor Artista Masculino da África Central” e “Melhor Artista Lusofano” e “Melhor Artista além Fronteira”, na quarta edição do concurso ‘African Muzik Magazine Awards’, AFRIMMA, que aconteceu  em House of Blue, Dallas, Texas, uma das maiores salas de espectáculo de Dallas, nos Estados Unidos da América.

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Depois do sucesso que foi a comemoração dos seus 10 anos de carreira em casa (Angola), C4 Pedro embarcou para os Estados Unidos de América, onde foi buscar a cereja do topo do seu bolo, três estatuetas no concurso AFRIMMA 2017, confirmando assim a sua versatilidade e influência na música angolana dentro e fora do país.

Para alegria da música e cultura angolana e sem grande espanto, C4 Pedro recebeu neste domingo (8) de Outubro, os prémios de Melhor Artista da África Central, Melhor Artista da Lusofonia e Melhor Artista Além-Fronteiras, trazendo para casa assim 3 troféus.

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Recorde-se que em 2016 que ‘King Ckwa” recebeu dos mesmos prémios o troféu de melhor artista da África Central.

C4 Pedro sai de Dallas e segue para Inglaterra onde está nomeado a melhor artista Africano, do prestigiado e internacional  prémio MTVEMA (Music Television Europe Music Awards).

A cantora angolana Nsoki, também venceu na mesma gala os troféus de “Melhor Artista Feminina de África Central” e “Artista Revelação Africana”.

O prémio, que já vai na quarta edição, é uma iniciativa da African Music Magazine (revista dedicada à música africana editada nos EUA), em parceria com a “Big Entreteinement”.

Angola

Provas comprometem o réu Norberto Garcia

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Norberto Garcia, um dos réus angolanos no mediático caso da Mega Burla à Tailandesa, em que o Estado angolano seria burlado em 50 mil milhões de dólares, foi ontem confrontado, em tribunal, com dois documentos que o podem ter comprometido.

Ex-director da Unidade Técnica para o Investimento Privado
Fotografia: DR

No segundo e último dia da sua audição na 1ª Câmara Criminal do Tribunal Supremo, Sérgio Raimundo, advogado do réu José Arsénio Manuel, solicitou aos juízes que exibissem dois documentos em sua posse referentes ao acordo de intenção para as propostas de investimento privado dos supostos empresários tailandeses em Angola. Os referidos documentos têm datas e valores distintos, mas tratam da mesma matéria sobre o caso Burla à Tailandesa. O primeiro assinado entre as autoridades angolanas e os supostos empresários tailandeses foi celebrado a 1 de Dezembro de 2017 e estava contemplado um valor de 50 mil milhões de dólares. O segundo, datado de 30 de Dezembro de 2017, tinha o valor de 50,2 mil milhões.
Questionado sobre qual dos documentos era válido, Norberto Garcia, antigo director-geral da extinta Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), respondeu que era o datado de 1 de Dezembro de 2017. Afirmou que o segundo deve ter sido “um lapso”, devido à pressão e os constantes adiamentos que se verificaram para a assinatura dos referidos documentos.
“No momento em que se efectivaram os trabalhos com este grupo (de tailandeses), não só ocorreram vários adiamentos, como também foi um momento de excesso de trabalho, o que poderá ter permitido esta falha”, sustentou.
Ontem, o Tribunal concluiu a audição ao réu Norberto Garcia, acusado dos crimes de burla por defraudação de forma frustrada, associação criminosa, tráfico de influência e auxílio à imigração ilegal. O segundo e último dia do interrogatório a Norberto Garcia ficou marcado por intensos questionamentos dos juízes e advogados.
Em resposta às perguntas do seu advogado, Evaristo Maneco, Norberto Garcia confirmou que solicitou o serviço do Guiché Único da Empresa (GUE), para que, de forma excepcional, prestasse apoio ao grupo de supostos empresários tailandeses, no sentido de constituir uma sociedade comercial. Perante os juízes, o réu esclareceu também que não era a primeira vez que a UTIP fazia este tipo de pedido ao GUE.
Os juízes apresentaram a Norberto Garcia várias provas documentais, tendo o réu confirmado algumas e negado outras. Norberto Garcia disse que, para a admissão de investidores privados, primeiro eram aceites as ideias de possíveis investimentos, acompanhados dos estudos de viabilidade, e só depois se verificava a capacidade financeira do investidor.
Norberto Garcia disse que o tempo de admissão dos projectos dos presumíveis investidores era de 30 dias, em caso das condições estarem reunidas, e de 90 dias em casos em que os investidores não têm condições criadas.
Questionado pelo seu advogado se havia recebido uma mensagem da Unidade de Informação Financeira (UIF) a dar conta sobre a validade do investimento dos tailandeses, Norberto Garcia respondeu que estava triste com a contradição existente entre os dados do processo em posse dos juízes e os que estão com os advogados.
Os documentos em posse dos magistrados dizem que Norberto Garcia recebeu informação da UIF a alertar da falsidade do investimento tailandês. Norberto Garcia confirmou que tinha comunicação permanente com a UIF que lhe garantia que o processo de verificação ainda estava em curso e que ele aguardava apenas pela confirmação.

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