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Arte

Criações de Nelo Teixeira em mostra na galeria ELA

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“Convocatória, Chicala forever” é o título da exposição individual do artista plástico  Nelo Teixeira, a ser inaugurada hoje, às 18h00, no Espaço Luanda Arte (ELA) resultante da sua residência artística nesta galeria de artes.

Pintor presta uma homenagem por meio das artes plásticas ao Bairro da Chicala onde reside
Fotografia: Paulino Damião | Edições Novembro

“Convocatória, Chicala forever”, foi concebida e desenvolvida por Nelo Teixeira em colaboração com o “ELA”, espaço onde o artista se encontra em residência artística,  desde Setembro de 2017.
Na exposição vão estar patentes, até o próximo dia 15 de Novembro, um conjunto de 20 trabalhos em formato de serigrafia, uma Vídeo Instalação e mais uma surpresa.
Sobre a exposição o crítico Jomo Fortunato refere que a mostra é apresentada “num processo de reconstituição emotiva e intelectual da memória, Nelo Teixeira reutiliza e consagra em arte, um conjunto de objectos de proveniência inusitada, imagens inéditas e propostas gráficas surreais, de importância aparentemente secundária e residual, conferindo ao dispensável um estatuto de valorização artística, inequivocamente indispensável à compreensão da sua profunda e apaixonada visão do mundo”.
“Convocatória, Chicala forever” segundo as palavras de Nelo Teixeira, “Retrata a vivência e memória do passado de uma geração que viveu na Chicala que tinha os seus sonhos, porque vi este espaço a crescer e estou a assistir o seu desmoronamento, com a ida da sua população para o Zango. A verdade é que estas gerações, muitas das quais nasceram neste espaço foram transferidas para outros lugares e houve como que uma transmutação de desejos, paixões e projectos . “A Chicala foi o bairro que me deu a energia para ser o artista que sou hoje, por esta razão a exposição ‘Convocatória, Chicala forever’, tem uma importância simbólica para mim”.
Nelo Teixeira trabalha em reside, desde 1993, no Bairro da Chicala onde criou o atelier “Só Bumba”, que tem desenvolvido várias parcerias com movimentos artísticos e projectos solidários. Da sua família, herdou também a arte de criar máscaras e tem vindo a desempenhar um papel importante na comunidade artística de Luanda, onde ensina às gerações mais novas algumas das suas técnicas”. Sobre os matérias com que trabalha, Nelo Teixeira disse o seguinte: “Trabalho muito com materiais reciclados e resíduos. Tento explorar quase tudo, metais, plásticos, alumínios, vidros, tintas, até porque Luanda é uma cidade muito rica em resíduos, aos quais associo toda a inspiração que alimenta a minha criação artística”.
As obras de Nelo Teixeira pertencem a várias colecções nacionais e estrangeiras, das quais destacamos as mais importantes, Colecção Paulo Murias, Luanda,  colecção privada, António Seguro, Fundação Arte e Cultura,  Nuno de Lima Pimentel Collection,  Colecção do Fundo Soberano de Angola, Colecção Presidente Business Centre, colecção António Nascimento,  todas em Luanda, e colecção Costa Lopes, Lisboa, Portugal.

Um espaço de promoção 
Dominick Tanner, curador-produtor britânico e Director-geral da “ELA,  Espaço Luanda Arte”, vive e trabalha em Angola há mais de oito anos e durante esse tempo, produziu e desenvolveu uma  conjunto de projectos que visam enaltecer os artistas, fomentar a arte angolana, bem como valorizar as instituições que têm apoiado a criação artística.

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Arte

Depois da morte da mãe, Chuck MC lança novo trabalho com objectivo de consolar quem já perdeu um ente-querido

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Quando se perde alguém é normal que as pessoas chorem,  é inevitável não lamentar ou não ficar triste, mas, depois disso chega a fase de erguer a cabeça, pois essa talvez seria a vontade do ente-querido, que se continue com a vida e não se  prender na tristeza por ela/e, fez saber Chuck MC, que depois de se recuperar da queda que teve com a morte da mãe, inspirou-se para mais um projecto musical.

 Cliente

Nuno Miguel Vitorino, ou simplesmente Chuck MC, é um rapper residente no Golf 1, que apaixonei-se pelo rap aos 10 anos. Com os seus 5 anos de carreira, disponibilizou no dia 13 deste mês, o seu mais novo trabalho denominado “Luz da Nostalgia”, cuja morte da mãe serviu como inspiração do mesmo.

 Clie

Segundo explicou o cantor ao justificar a escolha do título, depois da morte da mãe em 2014, sentiu-se sem forças para poder encarar a vida como antes da tragédia, mas com o passar do tempo foi lembrando dos conselhos dados pela mãe, aos poucos recuperou-se da perda, após isso sentiu a necessidade de passar a sua experiência de superação aos seus ouvintes e não só, com o seu projecto “Luz da Nostalgia”, que contém 11 faixas, contou com participações de Magno Breezzy, Emiliano Artes, Iracelma, Black VII, que além de colegas são seus grandes amigos que sempre o apoiaram em momentos difíceis, a produção esteve a cargo do Txio Cau.

“Eu perdi a mãe em 2014, aquilo foi fatal, terrível, deixou-me devastado, sem chão, sem fôlego para respirar, pois ela era o meu ar. Eu vive num pântano ou pantanal de tristeza, de lá para cá, a minha vida foi difícil, quando eu só pensava nela, no que não fiz, no que deixei de fazer, o remorso e tudo mais. Essas coisas ou este sentimento de tristeza foram nublando os grandes momentos que eu já tive com ela. Mais tarde uma Luz no fundo do túnel, se emancipava, para me libertar da tristeza, trazendo nostalgia ou lembranças boas, dos momentos bons que eu vivi com ela. Do último beijo que lhe dei, e lhe disse que à “Amo muito”. Pois Quando antes só tinha nostalgias melancólicas triste, eu quero ajudar o mundo a sociedade, ou a quem me ouve, há quem já teve uma perda, não importa o grau de parentesco ou familiar da pessoa que se perdeu. Tenho como propósito motivar as pessoas, estimular, para caminhar ou prosseguir na vida, impulsionar, despertar esse lado que é bom. Diante de uma perda, as pessoas devem mesmo viver esta situação como deve ser… Pois é um processo que só o tempo dá resposta. Quando se perde alguém, deve-se se chorar mesmo, é inevitável, lamentar, ficar triste sim. Mais depois tem que se levantar e erguer a cabeça, pois é o que talvez este ente-querido, desejava ou queria. Que marcasses mais um passo, que não se prendesses em tristeza por ela/e”, explicou o cantor

No final, o rapper falou sobre o actual estado do estilo rap, que no seu ver, já esteve melhor, pois actualmente há poucos rapper´s a cantarem com alma, argumentando que muitos cantam pela fama, durante a entrevista o cantor citou ainda nomes de artistas que admira, dentre eles: Azagaia, CF KAPPA, Raf Tag, Drunk Master, Masta da Força Suprema, MC Kappa, entre outros.

Recorde-se que em  2014, o artista comercializou o seu primeiro trabalho “A sombra da dúvida”, no dia 08 de Maio, e posteriormente protagonizou um show de apresentação do projecto, no dia 07 de Setembro do mesmo ano.

Veja o videoclipe da música “Wanga”, extraída do projecto Luz da Nostalgia:

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