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Celebridades

Eva Rap Diva junta mulheres num espectáculo solidário em homenagem à zungueira morta em Luanda

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Por: Iraneth da Cruz

Em homenagem à Zungueira Jaquelina Cafrique foi morta na passada terça-Feira por esta ter tentado reaver o seu negócio que tinha sido apreendido, a cantora Eva Rap diva decidiu reunir algumas cantoras e juntas fazerem um espectáculo.

O evento solidário está marcado para Sábado, dia 16 de amanhã, na Avenida 21 de Janeiro proximo ao campo do Inter Club.

Em entrevista ao Platinaline, Eva contou que este show está incluindo na sua tourne “Mulher com Garra” , cujo patrocinador é a marca de bebida Tigra. A artista adiantou que esse show é para mostrar às pessoas que ela, tal como outras artistas, estão juntas na luta da zungueira para que sejam respeitadas e tenham melhores condições de trabalho. A rapper fala da salvaguarda da defesa dos direitos da mulher da “zunga”, tal como qualquer cidadão da República de Angola deve ter.

DEVEMOS NOS PREOCUPAR COM O PROBLEMA DE TODOS

“O objectivo é ir para lá dar o show e dizer que estão ai porque o que aconteceu não é correcto e achamos que não se deve repetir, achamos que a nossa sociedade deve começar a dialogar mais e a preocupar-se mais com problemas de todos mesmo que não sejam os nossos”, disse Eva.

NUNCA FOI AGREDIDA FISICAMENTE, MAS É PATRIOTA

A artista ressaltou o facto de ter cantado pela primeira vez o dilema de agressões contra zungueiras. Acresceu que a primeira vez que num programa de televisão falou sobre esse assunto, deixou claro que nunca foi agredida por um policia e nem nunca foi zungueira, mas como angolana que é, e patriota, preocupa-se com os problemas que afectam às pessoas da sua pátria.

“Isso não tem acontecido grande parte das vezes, teve que morrer essa mulher para que a sociedade civil se manifestasse contra o que aquele policia fez”, disse ERD.

CHEGA DE FALAR NA INTERNET

A conhecida cantora fala do excesso policial ao considerar que “não precisávamos ir até ai, eu já me pronunciei muitas vezes na internet, então dessa vez já não quero mais me pronunciar na Internet, quero fazer algo mais, quero ir ao local estar com as pessoas. Pedir um minuto de silêncio para homenagear, dialogar, e através da nossa música levar uma mensagem positiva de paz de amor e de força às pessoas”, finalizou Eva Rap Diva.

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Celebridades

Don Kikas e Walter Ananaz dedicam temas às mulheres

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Depois do sucesso do concerto de abertura da segunda temporada do Duetos N’Avenida, com Euclides da Lomba e Gabriel Tchiema, no dia 23 de Fevereiro, o palco da Casa 70 volta a vibrar, no próximo dia 29, com a dupla Walter Ananaz e Dom Kikas.

Chalana Dantas (à direita) com Gabriel Tchiema num dos ensaios do último espectáculo
Fotografia: DR

Para a segunda edição, a Zona Jovem Produções decidiu contratar dois artistas, que fizeram história com o jeito peculiar de cantar: Walter Ananaz e Don Kikas. Ambos gravaram vários sucessos e, com as suas canções que fazem parte da memória colectiva, consolaram o povo angolano durante o período da guerra civil.
Segundo o director artístico do projecto, Chalana Dantas, o concerto é uma homenagem à mulher angolana. “Os dois artistas têm em comum o facto de cantarem o amor e, por isso, agendámos o show para o mês de Março. Será um brinde de ternura para elas”, explicou.
Com muitas “cartas na manga”, o director artístico do projecto, apesar de fazer mistérios e manter segredos, acrescentou: “Este dueto já está montado e de forma muito especial.”
Do vasto repertório de Don Kikas, Chalana Dantas garantiu que não faltarão as canções “1900 e Kabuza”, “Angolanamente Sensual”, “Miragem” e “Esperança Moribunda”. De Walter Ananaz, o director artístico antecipa: “Ouviremos os sucessos que marcaram a sua trajectória musical desde os N’Sex Love e O2. Músicas como ‘Solidão’, ‘Nady’, ‘CheckCheck’, ‘Será Diferente’ e ‘Timidez’, por exemplo, já têm lugar garantido no alinhamento das canções para o show.”
Walter Ananaz tem uma agenda recheada de muitas apresentações mas, segundo Chalana Dantas, isso não vai prejudicar a actuação e nem vai abalar o factor surpresa, uma marca do Duetos. “Felizmente, conforme o combinado, ele não usou e nem usará a nossa elaboração em outros compromissos”, garantiu.
Na ocasião do lançamento da segunda temporada do projecto, Walter Ananaz já expressava grande animação: “Vamos fazer a festa e tenho a certeza que será só felicidade.”
Para o concerto do dia 29, o Duetos tem o acompanhamento instrumental garantido pela banda Mozangola, composta por Apolinário Lucas (bateria), Rendy Gouveia (baixo), Yasmane Santos (percussão), Jocelmo Graciano e Thapelo Motsegwe (teclados) e Max Kanynda (guitarra), além das coristas Rosa Aires e Ernestina Sanda.
O último concerto deixou um saldo positivo, segundo a avaliação do director artístico: “Como 80 por cento das músicas do Gabriel Tchiema são em tchokwe – o que por si só já constituía uma dificuldade -, agora podemos dizer que essas canções acrescentaram valor ao desafio.”
Para dar uma ideia da complexidade da união das obras desses dois artistas, afirmou: “Euclides da Lomba levou o seu bloco de cábulas até ao ‘sound check’. E o fantástico foi vê-lo cantar de peito aberto, sem anotações e com a admiração e surpresa do Tchiema. Se tivesse que dar alguma nota ao show, de zero a dez, daria nove, porque faltou o Chalana Dantas na percussão”, brincou o também percussionista.
Para o director executivo da Zona Jovem, Figueira Ginga, o balanço do espectáculo de abertura da segunda temporada é “extremamente positivo”. Ele destaca que a apresentação surpreendeu o público com a fusão em alto estilo e qualidade dos trabalhos dos dois artistas: “Foram interpretações espectaculares que mereceram da plateia rasgados elogios e aplausos, com recorrentes pedidos para repetir músicas. O desafio de juntar culturas e estilos diferentes resultou.”

Elogios dos dois lados
Uma amizade marcada por muita admiração. É assim que Walter Ananaz descreve a relação com o amigo. “O Kikas foi um dos primeiros jovens a fazer música em português muito bem cuidado gramaticalmente, com alguns pontos certos nos ‘is’ e traços nos ‘tês’. E isso deu-nos praticamente algum rigor naquilo que criámos. Além dessa admiração e reconhecimento, temos a amizade iniciada há muito tempo e que perdura até hoje”, destacou.
Don Kikas também vai directo ao assunto quando perguntado sobre o que mais gostaria de cantar do repertório do amigo e colega de palco: “Entre todos os temas do Walter Ananaz, o meu preferido é ‘Mais um domingo’. Mas conheço bem o trabalho dele, do tempo do N’Sex Love até aos dias de hoje. São vários os temas que gosto e terei muito prazer em cantá-los.”

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