Connect with us

Angola

TAAG vai reduzir o custo da passagem Luanda-Cabinda na ordem dos 33 mil kwanzas

Publicado

em

O custo da passagem aérea na ligação entre as províncias de Cabinda e Luanda e vice-versa, por meio da TAAG, vai sofrer uma redução na ordem dos 25 porcento, a partir deste mês.

A medida que coloca o preço do bilhete de ida e volta na ordem dos 33 mil kwanzas (Akz), contra os actuais Akz 46 mil, foi aprovada nesta quarta-feira durante a 1ª sessão ordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros.

O decreto que oficializa essa redução poderá ser publicado este mês, informou à imprensa o director geral do Instituto de Preços e Concorrências do Ministério das Finanças, António Cruz Lima.

Segundo o responsável, que falava no final da reunião da equipa económica do Executivo angolano, que a cidade de Cabinda acolheu hoje, por acertar ainda estão alguns custos que interferem na estrutura do preço do bilhete.

“É o caso do custo do combustível, do jet, das taxas da Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea e de outros custos indirectos que a TAAG tem com as operações em terra”, disse.

Apesar destes aspectos ainda pendentes, António Cruz Lima assegura que a subvenção nas viagens áreas de e para Cabinda, por via da TAAG, é um facto irreversível.

De acordo com o director geral do Instituto de Preços e Concorrências, o Presidente da República orientou que os ministérios das Finanças e dos Transportes definissem de forma conjunta algumas questões ainda pendentes.

Orientou-nos, prosseguiu aquele responsável, para preparar as linhas gerais do Decreto Presidencial que deverá regular essa questão.

Nos últimos anos a questão do preço da passagem aérea de e para Cabinda tornou-se um tema candente.

Na base dessa questão está a necessidade de mitigar os problemas resultantes da descontinuidadegeográfica da região, além de reforçar a integração de Cabinda com o resto do país.

Fonte:AO24

Continue Lendo
Clique Para Comentar

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Angola

Provas comprometem o réu Norberto Garcia

Publicado

em

Norberto Garcia, um dos réus angolanos no mediático caso da Mega Burla à Tailandesa, em que o Estado angolano seria burlado em 50 mil milhões de dólares, foi ontem confrontado, em tribunal, com dois documentos que o podem ter comprometido.

Ex-director da Unidade Técnica para o Investimento Privado
Fotografia: DR

No segundo e último dia da sua audição na 1ª Câmara Criminal do Tribunal Supremo, Sérgio Raimundo, advogado do réu José Arsénio Manuel, solicitou aos juízes que exibissem dois documentos em sua posse referentes ao acordo de intenção para as propostas de investimento privado dos supostos empresários tailandeses em Angola. Os referidos documentos têm datas e valores distintos, mas tratam da mesma matéria sobre o caso Burla à Tailandesa. O primeiro assinado entre as autoridades angolanas e os supostos empresários tailandeses foi celebrado a 1 de Dezembro de 2017 e estava contemplado um valor de 50 mil milhões de dólares. O segundo, datado de 30 de Dezembro de 2017, tinha o valor de 50,2 mil milhões.
Questionado sobre qual dos documentos era válido, Norberto Garcia, antigo director-geral da extinta Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), respondeu que era o datado de 1 de Dezembro de 2017. Afirmou que o segundo deve ter sido “um lapso”, devido à pressão e os constantes adiamentos que se verificaram para a assinatura dos referidos documentos.
“No momento em que se efectivaram os trabalhos com este grupo (de tailandeses), não só ocorreram vários adiamentos, como também foi um momento de excesso de trabalho, o que poderá ter permitido esta falha”, sustentou.
Ontem, o Tribunal concluiu a audição ao réu Norberto Garcia, acusado dos crimes de burla por defraudação de forma frustrada, associação criminosa, tráfico de influência e auxílio à imigração ilegal. O segundo e último dia do interrogatório a Norberto Garcia ficou marcado por intensos questionamentos dos juízes e advogados.
Em resposta às perguntas do seu advogado, Evaristo Maneco, Norberto Garcia confirmou que solicitou o serviço do Guiché Único da Empresa (GUE), para que, de forma excepcional, prestasse apoio ao grupo de supostos empresários tailandeses, no sentido de constituir uma sociedade comercial. Perante os juízes, o réu esclareceu também que não era a primeira vez que a UTIP fazia este tipo de pedido ao GUE.
Os juízes apresentaram a Norberto Garcia várias provas documentais, tendo o réu confirmado algumas e negado outras. Norberto Garcia disse que, para a admissão de investidores privados, primeiro eram aceites as ideias de possíveis investimentos, acompanhados dos estudos de viabilidade, e só depois se verificava a capacidade financeira do investidor.
Norberto Garcia disse que o tempo de admissão dos projectos dos presumíveis investidores era de 30 dias, em caso das condições estarem reunidas, e de 90 dias em casos em que os investidores não têm condições criadas.
Questionado pelo seu advogado se havia recebido uma mensagem da Unidade de Informação Financeira (UIF) a dar conta sobre a validade do investimento dos tailandeses, Norberto Garcia respondeu que estava triste com a contradição existente entre os dados do processo em posse dos juízes e os que estão com os advogados.
Os documentos em posse dos magistrados dizem que Norberto Garcia recebeu informação da UIF a alertar da falsidade do investimento tailandês. Norberto Garcia confirmou que tinha comunicação permanente com a UIF que lhe garantia que o processo de verificação ainda estava em curso e que ele aguardava apenas pela confirmação.

Continue Lendo

Trending