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Africa

Tropas angolanas chegam ao Lesoto

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Um grupo de militares angolanos partiu ontem para o Reino de Lesoto, onde vai participar numa missão de paz com vista à estabilidade daquele país da região austral do continente.

Militares integram a Força de Alerta da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

Trata-se de um contingente do batalhão de apoio à paz, na composição de uma companhia de infantaria, enviado ao Lesoto no quadro da Força de Alerta da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
O ministro da Defesa Nacional, Salviano de Jesus Sequeira, afirmou que Angola, na qualidade de presidente do Órgão para a Política, Defesa e Segurança da SADC, integra a referida missão, contribuindo assim para a estabilidade política e de segurança no Lesoto, país que vive uma situação de instabilidade político-militar, depois do assassinato do então chefe das forças de defesa e segurança.
Salviano de Jesus Sequeira, que presidiu ao acto de despedida do contingente militar, afirmou que o Lesoto enfrenta uma situação político-militar delicada, que requer a solidariedade institucional e o apoio de todos os Estados-membros da SADC, para a sua normalização.
O ministro lembrou que Angola também beneficiou da solidariedade de outros países, na luta pela conquista da sua liberdade e afirmação no concerto das nações. Por isso, disse, agora também está disponível a colaborar nos esforços para o alcance da paz e de um ambiente que propicie o desenvolvimento.
Salviano Sequeira disse ser neste âmbito que os países membros da SADC decidiram criar a missão de prevenção para o Lesoto, integrada pelas componentes militar, policial e civil, a fim de cumprirem com o mandato que, dentre outros, tem como objectivo apoiar na consolidação da paz e segurança daquele país.
Esta é a primeira missão de operações de apoio à paz que Angola cumpre no quadro de uma organização regional, no âmbito da Carta das Nações Unidas. O ministro da Defesa Nacional pediu aos militares para honrarem a nação com o mais elevado sentido do dever, observando o rigor, a competência, o espírito de entre-ajuda e disciplina. A ideia, segundo Salviano de Jesus Sequeira, é que, no final da missão, o país se orgulhe do efectivo cumprimento da missão.
O comandante do contingente angolano, brigadeiro Sabino Saara, assegurou que Angola vai prestar o seu apoio na estabilidade do Lesoto. O oficial general, que é igualmente o comandante de todo o contingente da SADC, disse que  as tropas vão para uma missão de seis meses renováveis.
A tropa angolana, composta por 164 efectivos, está preparada para o desafio, que passa por restabelecer a situação no Lesoto. “Vamos cumprir com algumas questões técnicas militares no que diz respeito à reestruturação das forças de defesa do Lesoto, assim como cooperar com outras organizações não governamentais no que concerne ao apoio humanitário”, garantiu Sabino Saara.

Novos oficiais generais
Antes da despedida da tropa, o ministro da Defesa  Nacional presidiu à cerimónia de tomada de posse dos oficiais-generais nomeados recentemente pelo Presidente da República, na qualidade de Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas (FAA).
Salviano de Jesus Sequeira disse que a nomeação dos generais acontece numa altura em que o país regista o início de um processo dinâmico de transformações políticas e institucionais, que exigem de todos uma actuação mais comprometida com o combate à impunidade, nepotismo e à corrupção na gestão dos recursos das FAA.
O ministro pediu aos empossados e promovidos para assumirem as suas responsabilidades, conscientes das exigências e transformações em curso em todos os sectores do país.
Participaram no acto os secretários de Estado para a Política de Defesa Nacional e para os Recursos Materiais e Infra-Estruturas, almirantes, comandantes do Exército, Força Aérea Nacional e da Marinha de Guerra Angolana e o inspector-geral da Defesa Nacional, entre outros.

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Africa

Antigo primeiro-ministro reaparece em grande estilo

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O antigo primeiro-ministro do Egipto, Ahmed Shafiq, reapareceu esta semana em grande na cena política local ao conceder uma entrevista por telefone a um canal de televisão onde desmentiu ter sido raptado ou vítima de maus tratos.

Shafiq exerceu o cargo de primeiro-ministro nos últimos três meses de poder de Mubarak
Fotografia: Ahmed Shafiq Aide | AFP

Shafiq, que exerceu o cargo de primeiro-ministro nos últimos três meses de poder de Hosni Mubarak, havia regressado ao Egipto há duas semanas depois de ter estado exilado durante cinco anos nos Emirados Árabes Unidos, na sequência de ter sido derrotado nas urnas por Mohammed Morsi em 2012 e por recear acções de represália.
A especulação sobre o seu paradeiro aumentou à medida que os dias passavam sem que ele fosse visto em público e tiveram alguma sustentação quando membros da sua família disseram que não sabiam do seu paradeiro desde que regressou ao país.
Ahmed Shafiq terá regressado ao Cairo há cerca de uma semana, tendo-semantido incomunicável e alojado num hotel da capital egípcia, disse ao Jornal de Angola ontem fonte diplomática local.
“Apenas um grupo muito restrito de pessoas sabiam onde ele estava. O senhor Shafiq não queria ser incomodado nos primeiros dias do seu regresso ao país e, por isso, preferiu evitar qualquer tipo de contacto”, sublinhou a fonte.
Mas, a verdade é que ninguém pode ignorar estar-se perante uma forte coincidência, uma vez que o regresso de Ahmed Shafiq ao Egipto ocorreu apenas dois dias depois do actual presidente, Abdulah Sissi, ter dito que se iria recandidatar nas eleições previstas para 2018.
Ainda no exílio, Ahmed Shafiq havia admitido há um mês que poderia candidatar-se a essas eleições, adiantando que estava a receber fortes apoios para que pudesse formalizar essa sua intenção.
Por isso não foi estranho que a sua família estivesse receosa por saber que ele havia regressado ao país e ao não saber do seu paradeiro.
Alguma imprensa egípcia chegou mesmo a dizer que o antigo primeiro-ministro tinha sido raptado e que estava a ser pressionado para não formalizar a sua candidatura.
Seja como for, a verdade é que na entrevista agora concedida por telefone a uma cadeia local de televisão, Ahmed Shafiq disse que não tinha sido raptado, que se encontrava bem, mas, também, que havia reconsiderado na sua intenção de se apresentar a votos no próximo ano.

Derrotado por Morsi
Ahmed Shafiq exilou-se nos Emirados Árabes Unidos após ter perdido as eleições presidenciais de 2012 para Mohammed Morsi e depois de ter sido acusado pelos tribunais dos crimes de corrupção, tendo mesmo sido emitido contra si um mandato de captura.
Dois anos depois, Mohammed Morsi foi deposto por um golpe de Estado militar liderado pelo actual presidente e as acusações contra Ahmed Shafiq acabaram por ser levantadas.
Apesar do levantamento das acusações, a verdade é que a justiça egípcia nunca emitiu uma nota sobre isso, facto que levou a que a advogada de Ahmed Shafiq sempre se mostrasse relutante nas abordagens feitas sobre o assunto.
Ainda recentemente um outro potencial candidato presidencial, o coronel Ahmed Konsowa, foi detido pelos militares e acusado do crime de traição, supostamente por ter querido abandonar a carreira militar para se poder candidatar a Presidente da República.
Na base da acusação está um vídeo posto a circular nas redes sociais onde o referido coronel aparece em situações que configuram “abuso de poder”.
Mas o que importa reter é que a um ano da realização de eleições presidenciais no Egipto, os políticos se começam a movimentar e poucos são os que acreditam que Ahmed Shafiq não vai apresentar a sua candidatura à chefia do Estado, até porque continuam a ser dele muitos dos apoios de homens de negócios que foram dados durante décadas a Hosni Mubarak.
Como principal opositor vai estar o actual presidente, Abdulah Sisi, que já deu o passo em frente confirmando estar pronto para ir a votos.

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