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5 truques antigos para adoremecer e acabar com a insónia

Nos tempos modernos e acelerados em que vivemos podemos aprender muito com a forma como os nossos antepassados lidavam com a falta de sono e insónias.

A BBC News, revelou cinco truques e conselhos antigos ou do ‘arco da velha’ para que tenha um sono reparador:

1. Crie uma rotina

Os primeiros ‘gurus’ do sono acreditavam que a consistência era a chave para uma vida longa e virtuosa.

Mais ainda, acreditavam que ter um número fixo de horas de sono por noite era chave para manter corpo, mente e alma em boa forma.

John Wesley, líder do movimento metodista, ecoava os seus antepassados do século XVII quando aconselhava os seus seguidores a deixar quaisquer pendências que tivessem para o dia seguinte e a manter sempre o mesmo horário de sono.

5 truques antigos para adoremecer e acabar com a insónia
5 truques antigos para adoremecer e acabar com a insónia

A importância do sono regular sobre a psique moderna é tanta que, juntamente com ar puro, dieta, excreção, exercício e paixões da mente, era considerado um dos seis ingredientes essenciais para equilibrar os quatro humores do corpo: sangue, fleuma, bílis amarela e bílis negra. Acreditava-se que isso ajudava a manter a saúde física e mental no longo prazo.

Ter um horário de sono regular também era considerado um importante indício da reputação e da saúde espiritual de uma pessoa.

2. Coma cedo

Para os nossos antepassados, o segredo de uma boa noite de sono estava no conteúdo das suas entranhas.

Conhecemos as características da cafeína desde que a bebemos. Já no século XVII, o farmacêutico francês Philippe Sylvestre Dufour dizia que se devia evitar o consumo de chá e café antes de ir dormir.

Mas os nossos antepassados achavam que a comida e a bebida poderiam curar a privação de sono, assim como causá-la.

Ingeriam sopa de alface pelas suas qualidades soporíferas e, de vez em quando, tomavam uma bebida quente e leitosa conhecida como ‘posset’, que era ingerida na hora de dormir, e que fortalecia o estômago com uma ‘manta’ de láteos.

Os primeiros médicos modernos estabeleceram vínculos estreitos entre um sono saudável e uma boa digestão.

No seu livro de 1534, ‘Castel of Health’ (‘O Castelo da Saúde’), o advogado e intelectual Sir Thomas Elyot escreveu: “a digestão é melhor durante o sono, o corpo relaxa, a mente fica mais tranquila e clara e o humor mais calmo”.

Também se acreditava que adotar uma postura correta para dormir acelerava a digestão. Aconselhava-se dormir com a cabeça erguida para evitar a regurgitação.

3. Durma na sua cama

Nunca subestime o poder de um ambiente de descanso seguro, relaxante e, sobretudo, familiar.

Todos nós apreciamos a segurança, a familiaridade e o conforto que dormir na nossa própria cama nos traz.

Já no passado, as camas eram apreciadas porque tinham importantes funções sociais, ritualísticas e emocionais, além de serem lugares de conforto e segurança.

Os nossos antepassados às vezes dormiam em camas e com roupas de cama que haviam sido herdadas de parentes, que haviam ganho como presente de casamento ou na ocasião do nascimento de um filho.

As mulheres faziam ou decoravam lençóis, colchas e edredons para os seus entes queridos e, ao fazê-lo, davam à roupa de cama um grande valor sentimental.

Essa obsessão do passado com a familiaridade parece ser confirmada pela ciência. Os investigadores do sono apontam para o ‘efeito da primeira noite’: a ideia de que as pessoas dormem mal em ambientes desconhecidos.

Os cientistas acreditam que isso se deve ao facto de que parte do cérebro fica em ‘vigilância noturna’, dormindo levemente, caso o novo ambiente se prove inseguro.

4. Baixe a temperatura

Uma das melhores maneiras de dormir à noite é baixar a temperatura.

Os especialistas do sono acreditam que há uma temperatura ambiente ideal para dormir bem: 18,5°C. E os nossos antepassados já entendiam através do senso comum sobre como o calor excessivo afeta negativamente o sono.

Então, o que faziam para manter os seus quartos frescos? Abriam as portas e janelas para garantir um fluxo constante de ar e soltavam aromas de rosa e de salsa.

Também tendiam a optar por lençóis de linho, já que este tecido é mais fresco e leve.

O linho proporcionava o benefício adicional de proteger as pessoas de pequenos, mas potentes inimigos do sono: mosquitos e pulgas.

5. Soníferos naturais

Os remédios caseiros para dormir eram parte importante dos medicamentos do lar. Receitas eram transmitidas de geração em geração.

Um livro de receitas assinado por Elizabeth Jacobs em 1654 incluía quatro remédios para a falta de sono. Um misturava sementes de papoila com cerveja, vinho branco ou vinho fortificado, dependendo da idade do paciente.

Os remédios menos potentes incluíam destilados de flores de maçã, pétalas de rosas, lavanda, pepino e alface, que poderiam ser ingeridos ou aplicados externamente, para arrefecer a cabeça, o pescoço e o estômago.

Uma receita da década de 1710 recomendava misturar folhas de rosas vermelhas, leite e noz moscada, molhar a mistura num tecido e aplicar nas têmporas antes de dormir.

As folhas secas de rosas também eram usadas para encher almofadas e colchões e eram espalhadas entre a roupa de cama para produzir um aroma “doce e agradável”.

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