Saúde

Cunene: Reforçada estratégias para combate à malária na fronteira Angola/Namíbia

Ondjiva- A organização Trans Cunene Malária Initiative (TKMI) e a congénere da parte norte da República da Namíbia definiram hoje ( sábado), em Ondjiva, as estratégias que vão permitir o reforço das acções de combate à malária nas aldeias ao longo da fronteira dos dois países.

     

    Cunene: Fronteira Angola/Namibia.

    Em declarações à Angop, a coordenadora da organização Trans Cunene Malária Initiative (TKMI), Emília Wime, disse que as duas partes decidiram intensificar e harmonizar as acções de combate e prevenção da malária ao longo da fronteira.

    Informou que de cinco a 12 de Novembro, no âmbito da semana da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) para a eliminação da Malária até 2020,  a orgaização vai realizar campanhas de testagem da malária e sensibilização da população em simultâneo.

    “Contamos com 500 voluntários comunitários que trabalham com os sobas e séculos, na sensibilização da população sobre a transmissão, sintomas e métodos preventivos da malária, e na monitoria do uso correcto do mosquiteiro”, afirmou.

    Emília Wime informou que vão reforçar a distribuição de redes de mosquiteiro às famílias que vivem nas localidades da fronteira no sentido de terem uma rede para se protegerem dos mosquitos que se reproduzem em quantidade neste período da época chuvosa.

    A coordenadora da TKMI na parte norte da Namíbia, Ndakundana Hamukwaya, disse que o encontro permitiu reforçar e harmonizar as acções que serão desenvolvidas no âmbito da eliminação desta doença que tem afectado maior número de crianças e mulheres grávidas.

    A responsável reconheceu que Angola e Namíbia partilham um vasto território fronteiriço onde o paludismo é doença mais registada pelos serviços de saúde, mas, considerou, com mais dedicação é possível eliminar a malária na parte norte e sul dos dois países.

    O TKMI é parceiro do Ministério da Saúde, que assinou o protocolo com demais países, trabalha em Angola com as autoridades tradicionais, entidades religiosas, professores, como primeiro nível de responsabilidade e de contacto.
    Dados estatísticos do Gabinete Provincial da Saúde no Cunene, indicam que de Janeiro a Setembro deste ano foram registados 127 óbitos, resultante de 38 mil e 932 casos de malária, diagnosticados nas unidades sanitárias da província do Cunene.

    O ATMK é uma  iniciatiava da igreja Anglica de Angola e da Namibia. É financiado pelo  Fundo Global  e tem o apoio dos ministérios da Saúde de Angola e da Namibia.

    A provincia angolana do Cunene e a República da Namibia partilham  460 quilometros de fronteira, das quais 340 terrestes e 120  fluviais.

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    Bernardo Seculo

    Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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