Administração da Matala proíbe abate em matadouros ilegais

MATALA TEM TRÊS MATADOUROS LEGALIZADOS E 45 ILEGAIS

MATALA TEM TRÊS MATADOUROS LEGALIZADOS E 45 ILEGAIS

Matala – A administração municipal da Matala, na província da Huíla, proibiu hoje o abate de animais em matadouros improvisados, sem o mínimo de condições sanitárias, para evitar que a carne de gado doente chegue à mesa dos consumidores.

Apesar de ter controlado somente três matadouros, estima-se que existam, no município, outras 45 casas de abate ilegal, onde não se observam as medidas de segurança recomendadas pelos veterináriose, cuja carne chega aos mercados.

A informação foi prestada pelo administrador municipal-adjunto para Área Política, Social e da Comunidade, Artur José, que chefiou uma delegação composta por técnicos veterinários, fiscais, membros da Direcção da Agricultura e Pescas, assim como forças de segurança, que constatou o estado de salubridade e funcionamento dos matadouros controlados.

Num encontro após a visita, Artur José orientou que está proibido o abate de animais sem documentação nem inspeccionados. “Não só para salvaguardar a saúde dos consumidores, mas também para travar o roubo em currais”, acrescentou.

O governante disse que houve um trabalho desenvolvido com responsáveis de matadouros e bairros, para promover a denúncia e combater o fenómeno de roubo de gado nas comunidades rurais.

O foco, segundo o gestor, é também controlar a salubridade dos animais abatidos, para que se possa produzir carne de qualidade que garante saúde aos consumidores.

Apelou também aos técnicos veterinários, fiscais e responsáveis de bairros para se empenharem na fiscalização e denúncia das actividades de comércio do gado e da própria carne de forma ilegal.

A província da Huíla regista uma média de 15 roubos de gado semanalmente, sobretudo bovino, por semana, sendo os municípios mais visados a Matala, Gambos, Quilengues, Quipungo e Jamba.

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