Bolseiros angolanos do INAGBE em risco de perderem a morada, na Rússia

 

Cerca de 206 estudantes angolanos colocados na Rússia pelo Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Angola “INAGBE”, queixam-se da falta de subsídio de bolsa e de alegado abandonado pela referida instituição, clamando, desta feita, pelo regresso a Angola.

Contactado por uma angolana na Rússia, que prefere não ser identificada, o PLATINALINE relata a história de estudantes finalistas que começaram por dizer que, até ao momento, não sabem quando poderão regressar à pátria angolana, pois os responsáveis por eles naquele país não dão qualquer satisfação e alegam que os angolanos devem falar com o Diretor Geral do INAGBE.

“Tentamos entrar em contacto com o Director Geral, mas não obtivemos sucesso até ao momento, pois não responde os nossos e-mails, chamadas e mensagens no WhatsApp. O director simplesmente não faz nada, nós estamos a ser expulsos dos lares, porque daqui a uma semana começa o novo ano lectivo. Nós queremos que eles paguem o subsídio deste mês (Agosto) para poder custear as nossas despesas e alugar um sítio para morarmos, enquanto esperamos que a nossa situação seja resolvida”, desabafou a estudante.

Preocupada, a angolana conta que após a conclusão da formação, o estudante é obrigado a abandonar o albergue. “Entretanto, estes são os últimos dias que nos restam para permanecer nos albergues, ou seja, dormitórios”.

“Uns já começaram a ser expulsos, pois mais dias ou menos dias, também seremos expulsos destes lugares. Parece que se esqueceram que precisamos de alimentação, o INAGBE não quer dar mais subsídio do mês de Agosto, alegando que o nosso ano lectivo terminou em Junho. Mas, na verdade, eu terminei em Julho e, neste momento, estamos em fase de legalização da documentação, tudo indica que ainda terei de tratar de alguns problemas da minha formação”, disse.

A jovem lamenta ainda a forma de tratamento, a falta de informação e a análise dos conteúdos de acordo à emergência, sublinhando que, uma solicitação para ser resolvida pode levar muito tempo e fica aquele clima de falta de respeito que, a seu ver, só os “mais velhos” notam.

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