Por: Hélio Cristóvão

Para a kudurista, a questão do assédio sexual está intrinsecamente ligada ao poder e, na maioria das vezes acontece em sociedades em que a mulher é tratada como objecto sexual. Convidar alguém repetidamente para ter sexo é um dos exemplos que Flor de Raíz usou para perceber que se está a ser assediado (a).

Em entrevista ao PLATINALINE, a cantora, que diz ter um corpo avantajado e atraente, fez saber que as mulheres estão mais sujeitas a serem assediadas sexualmente, por falta de inteligência e estudo, em muitos casos, outros pelo corpo escultural e pelo carácter.

“Já fui e até hoje sou assediada, pelo facto de ter um corpo avantajado, chamativo, atraente e vistoso, logo, sou uma figura pública e, pelo facto de estar exposta em palcos e fotos, esses motivos são muito fortes e os homens não resistem nunca”, disse.

Sobre essa questão, a autora de “Bico da cara” fez saber que lida normalmente e sente-se preocupada quando não acontece. “Gosto de ser assediada, não é que eu não tenha inteligência suficiente ou não tenha estudo ou um nível académico elevado, mas pelo facto de ser mulher, devo gostar, pois uma mulher de verdade gosta de elogios, de ser conquistada ou assediada, eu pelo menos gosto”, revelou.

Questionada se, nalgumas vezes as mulheres têm alguma culpa, a artista diz: “Algumas vezes sim, pois existem mulheres que usam o corpo como pedestal, comem com o corpo. Não critico e nem sou apologista, pois cada uma tem os seus motivos e como também existem homens que já não têm argumentos para conquistar uma mulher e a única forma que encontram é assediar, no português mais correto; é corromper e esforçar o guião, isso é relativo”; frisou.

Flor disse, ainda, que as mulheres atraentes tendem a ser vitimadas, pois “elas são tipo uma roupa luxuosa numa vitrine, todo mundo quer provar, usar e gabar-se que também já provou.”

A cantora relatou, de igual modo, que foi assediada no início da sua carreira por homens quaisquer, porém, após a fama, passou a ter pretendentes de todas as classes sociais. “Agora eu é que determino que tipo de assédio devo dar asas para voar, não quer dizer que antes eu não fazia isso, fazia sim, mas agora vale a pena ouvi-los e conversar, às vezes é bom para saber como vai terminar o espectáculo”, continuou, frisando que no meio artístico os assédios não faltam.