Coreia do Sul quer promoção recíproca de investimentos

O embaixador da Coreia do Sul em Angola, Kim Dong-Chan, defendeu ontem, em Luanda, a necessidade dos dois países assinarem um acordo de promoção e protecção recíproca de investimentos, para facilitar a implantação, com confiança e estabilidade, de grandes empresas em Angola.

Coreia do Sul quer promoção recíproca de investimentos
Coreia do Sul quer promoção recíproca de investimentos

Diplomata sul-coreano apresentou cumprimentos de despedida ao Presidente João Lourenço
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

Em breves declarações à imprensa, no termo de uma audiência que lhe foi concedida no Palácio Presidencial da Cidade Alta, pelo Presidente da República, João Lourenço, Kim Dong-Chan sublinhou que, uma vez assinado um instrumento de promoção e protecção ao investimento, ficariam ultrapassadas as dificuldades pelas quais atravessam as empresas coreanas que queiram instalar-se em Angola.

As transacções comerciais entre Angola e Coreia do Sul são ainda baixas devido ao cenário de crise que o país atravessa desde 2014. Em 2017, o volume das transacções comerciais entre os dois países situou-se em 200 milhões de dólares, com destaque para a importação e exportação de pescado, automóveis, instrumentos electrónicos e informáticos, além do petróleo e produtos derivados.
Para o embaixador, é necessário que sejam criadas as condições para o crescimento do investimento em Angola e lembrou haver interesse de grandes empresas coreanas em entrar para o mercado nacional, com realce para a Hyundai, Daewoo e Posco, numa economia essencialmente liderada pelos chamados “Chaebol”, grandes conglomerados com a Samsung à testa, LG e Kia. Todas estas empresas, explicou o diplomata, têm um grande interesse em investir em Angola.
“Queremos dar passos firmes para o aumento do investimento em Angola”, afirmou Kim Dong-Chan, para quem a grande dificuldade das empresas coreanas em investir no país tem a ver com a falta de instrumentos que protejam oinvestimento. “Um acordo de promoção e protecção recíproca de investimento conferia maior confiança aos empresários que pretendam trabalhar em Angola”, considerou Dong-Chan que assegurou ter deixado um trabalho feito neste sentido.
Em fim de mandato depois de três anos de missão, Kim Dong-Chan disse que deixa Angola com satisfação e com o sentimento de que a cooperação fica reforçada. “Estou muito triste em deixar Angola, depois de três anos de missão, período em que tudo procurei fazer para reforçar os laços da nossa cooperação”, exprimiu.
Relativamente à cooperação empresarial entre os dois países, disse ser intenção dos dois Governos criar as condições necessárias para as empresas coreanas investirem em Angola e contribuírem para a sua diversificação.
Dong-Chan lembrou, na qualidade de embaixador, ter partilhado muitos aspectos de âmbito social, económico e político com as autoridades angolanas e que, por isso, tem uma grande expectativa sobre o interesse das empresas coreanas em Angola.
Na audiência com o Presidente João Lourenço, o embaixador sul-coreano voltou a usar a mesma gravata com as cores e os símbolos de Angola que tinha usado aquando da tomada de posse do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, num gesto que considerou ser de respeito e de boas lembranças de uma nação na qual trabalhou e que “nunca quer esquecer”.

JA

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