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Agricultura no país vive de importações

Angola importa cerca de 90 a 95 por cento das sementes que utiliza para a produção agrícola afirmou ontem, em Luanda, o ministro da Agricultura, Marcos Nhunga, na abertura de uma mesa redonda sobre produção de sementes.

O ministro da Agricultura falava numa Mesa-redonda
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Para sair desta situação, segundo o governante, o sector está a sensibilizar e a mobilizar os empresários privados para se engajarem na produção nacional de sementes, principalmente das culturas alimentares como o milho, feijão, arroz e mandioca.
O ministro considerou que o país tem que fazer um esforço no sentido de resolver os pressupostos para o desenvolvimento da agricultura. É preciso criar parcerias com empresas com experiência no sector e aproveitar o conhecimento dos países da região (Zimbabwe, África do Sul e Zâmbia) que produzem as sementes que consomem.
O país investe em divisas para aquisição de sementes que não chegam nem para atender 50 por cento das necessidades do país para o sector. Para além da produção de sementes, é necessário pensar na questão dos fertilizantes, pesticidas, montagem de tractores e sistemas de rega.
Angola tem laboratórios para análise de sementes, sanidade animal, vegetal, segurança alimentar, análise de solos e sistemas folhares. Actualmente procura melhorar e estruturar o seu funcionamento. A mesa redonda foi organizada pela Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) e pela União Europeia (UE) e decorreu sobre o tema “Diálogo Político em Produção, Disponibilidade e Acesso dos Agricultores a Sementes Melhoradas para o Fomento Agrícola em Angola”.
A representante da FAO, Gherda Barreto, informou que a organização está a promover um processo de diálogo político na vertente de inovação de sistemas agrícolas em Angola.
A responsável considera que o fortalecimento do sector de sementes é essencial para fomentar o crescimento agrícola. Um sistema de sementes sustentável garantirá que sementes de alta qualidade e ampla gama de variedades e culturas sejam produzidas no país, disponibilizadas a tempo e a preços acessíveis. O representante da UE, Danilo Barbero, informou que a sua representação no âmbito da cooperação apoia o sector agrícola, especialmente os pequenos produtores.

JA

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