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Abel Chivukuvuku volta à vida política sem alianças

O ex-presidente da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, afirmou ontem, em Luanda, que vai voltar à vida política com a criação, nos próximos três meses, de um novo partido político, mas desta vez sem quaisquer compromissos e alianças partidárias.

Abel Chivukuvuku volta à vida política sem alianças
Abel Chivukuvuku volta à vida política sem alianças

Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

Abel Chivukuvuku prestou estas declarações à imprensa, após ser recebido, em audiência, no Palácio Presidencial, pelo Presidente João Lourenço, a quem foi agradecer o apoio dado quando esteve doente.
“Dentro de três meses o apito vai tocar e vamos indicar o caminho. Não com o PODEMOS, porque, há dois dias, o Tribunal Constitucional, sem assinatura do juiz-presidente, chumbou o PODEMOS”, sublinhou.
Sobre o facto de o PODEMOS ter sido, mais uma vez, chumbado, Abel Chivukuvuku disse não constituir novidade, na medida em que faz parte de uma “tentativa-padrão” de impedi-lo de voltar para a vida política. Sem falar em aliados, disse haver alternativas para a criação de uma nova força política. Para o político, uma das alternativas passa por “criar a uma força política de raiz” com os seus seguidores, disse Chivukuvuku, afirmando desconhecer qualquer iniciativa de ligação ao partido APN.

Agradecimento ao PR

Abel Chivukuvuku foi agradecer, em nome da família e em seu nome pessoal, a solidariedade do Presidente da República, que, apesar das suas múltiplas tarefas, foi visitá-lo ao hospital e pela “pronta intervenção das instituições públicas”.
O ex-líder da CASA-CE teve uma crise derivada de malária, paragem renal e paragem respiratória. Ficou internado na Clínica Girassol e depois transferido para um hospital da África do Sul, onde prosseguiu o tratamento médico. Anunciou a realização, hoje, de uma conferência de imprensa com a família para agradecer ao país.
Chivukuvuku agradeceu igualmente ao corpo médico, nomeadamente o doutor Dias Osório e outros, reconhecendo que “excederam-se na sua preocupação e demonstraram capacida-de técnica na abordagem
do problema”. “Quando se constatou que a crise era verdadeiramente grave, com paragens cardíacas e respiratórias, os poderes públicos prontamente agiram para que fosse para o exterior do país, onde foi possível usufruir de melhor tratamento”, lembrou o político.
Chivukuvuku disse ter aproveitado a ocasião para abordar com o Presidente da República questões relacionadas com a vida política, económica e social do país.
Relativamente ao serviço público de saúde, o político afirmou que o país tem ainda muitos problemas e que a situação é ainda grave e dramaticamente marcada pela falta de medicamentos, pessoal técnico e outras fa-lhas. “Gostaria de não ter sido evacuado e ficar na mi-nha terra e concluir o tratamento aqui”, realçou.

JA

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