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Acordo entre TAAG e a Cabo Verde Airlines cumpre estratégia africana

O acordo de cooperação comercial assinado na sexta-feira entre a TAAG e a Cabo Verde Airlines na cidade da Praia, capital do arquipélago, cumpre a estratégia dos Chefes de Estado africanos de aumentar a conectividade área entre as cidades e o continente, contribuindo para as trocas entre os países.

Acordo entre TAAG e a Cabo Verde Airlines cumpre estratégia africana
Acordo entre TAAG e a Cabo Verde Airlines cumpre estratégia africana

Rui Carreira (direita) e Jens Bjarnanson assinam acordo de parceria
Fotografia: José Cola| Edições Novembro

Madalena José | Cidade da Praia

O acordo de cooperação comercial assinado, na sexta-feira, entre a TAAG e a Cabo Verde Airlines na cidade da Praia, capital do arquipélago, cumpre a estratégia dos Chefes de Estado africanos de aumentar a conectividade aérea entre as cidades e o continente, contribuindo para as trocas entre os países.
Isso foi dito pelo presidente da Comissão Executiva da TAAG, Rui Carreira, depois da assinatura do acordo de cooperação que se seguiu ao voo inaugural de ida e volta entre Luanda e a Ilha do Sal ao longo de 12 horas na sexta-feira à madrugada de sábado, no que obteve concordância do ministro do Turismo e Transportes e do presidente do Conselho Executivo da Cabo Verde Airlines, José Gonçalves e Jens Bjarnanson.
O presidente da Cabo Verde Airlines concordou, na conferência de imprensa que se seguiu à assinatura do acordo, que a retomada dos voos regulares entre Luanda e a Ilha do Sal liga, além das duas cidades, outros pontos do continente africano, o que no futuro se vai reflectir no compromisso dos Chefes de Estado da União Africana.
Rui Carreira considerou que a reabertura da rota para a Ilha do Sal cumpre dois objectivos, o de “satisfazer a vontade dos povos se sentirem mais próximos” e fazer com que “aqueles que estão longe da terra possam com mais frequência estar em contacto com as suas raízes”.
Nesta acepção, prosseguiu Rui Carreira, muitas vezes, as companhias de bandeira não olham só para o rendimento, mas têm em conta que a aproximação dos povos pode suplantar o critério de rentabilidade. Agora, porém, a TAAG e a congénere cabo-verdiana “fizeram o trabalho de casa e concluíram que podem dar as mãos e juntas ir mais longe”, contando com ajuda dos operadores turísticos.
A estratégia é a de juntar o marketing turístico às operações, contando com a intervenção de empresas desse sector nos dois países e manter as duas companhias a partilhar o tráfego, com a TAAG a evoluir do Hemisfério Norte para o Sul e a Cabo Verde Airlines no sentido inverso.
“O histórico faz antever que não será uma tarefa fácil”, declarou o presidente da Comissão Executiva da TAAG, lembrando a operação suspensa há pouco mais de três anos, que definiu como “um voo com baixas taxas de ocupação e não trabalhado do ponto de vista de marketing”.
“Era um voo que não conseguia financiar-se a si próprio, os rendimentos eram baixos, as receitas não conseguiam cobrir as despesas operacionais e globais”, disse, ressalvando a ideia de que “com o desenvolvimento acelerado de Cabo Verde e as oportunidades de Angola, seguir a mesma via permite encarar com optimismo o sucesso da operação”.

Viabilidade financeira
A operação agora iniciada corrige os erros que, em 2016, levaram à interrupção dos voos da companhia angolana para aquele país, dando maiores garantias de vir a resultar num negócio financeiramente bem sucedido, disse o presidente da Comissão Executiva na conferência de imprensa.
Rui Carreira declarou que o acordo de cooperação comercial vai dar corpo a uma dinâmica de rentabilidade, indicando que a TAAG e a Cabo Verde Airlines, que em Outubro inicia voos de carreira para Luanda, trabalharam para que a rota seja um sucesso comercial.
De acordo com o presidente da Comissão Executiva da TAAG, a operação prevê um trabalho de Marketing dinâmico, “feito para que os cabo-verdianos conheçam Angola e os angolanos conheçam Cabo Verde”, preconizando preços no custo operacional, mas também na procura do mercado. “Há optimismo e outro tipo de maturidade. As previsões podem chegar próximo do desejado”, disse.
A transportadora aérea terá duas ligações por semana para o Sal, às sextas-feiras e domingos, com partida de Luanda as 22h00, fazendo escala em São Tomé e Príncipe.
Os bilhetes nos dois sentidos custam a partir de 187 mil kwanzas, de acordo com a companhia.

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