Angola

Angola e RDC juntos no combate ao crime

Alberto Coelho | Cabinda As autoridades administrativas e policiais da província de Cabinda e do território do Muanda, na República Democrática do Congo (RDC), reuniram-se, na quarta-feira, para definirem estratégias comuns de combate ao crime organizado e transfronteiriço entre as duas regiões.

Angola e RDC juntos no combate ao crime
Angola e RDC juntos no combate ao crime

Delegações dos dois países analisaram situação de segurança
Fotografia: José Soares | Edições Novembro | Cabinda

O encontro, que decorreu no posto fronteiriço do Yema, 18 quilómetros a sul da cidade de Cabinda, foi orientado pela parte angolana pelo administrador municipal de Cabinda, José Mangovo Tomé, e pela congolesa por Roger Mbala Kupa, administrador do território do Muanda e representante do governador da província do Congo Central. Na reunião, estiveram igualmente presentes representantes de diversos órgãos da Polícia das duas regiões vizinhas.
“Este combate deve ser desenvolvido sem tréguas e gostaríamos de pedir que desencorajem os cidadãos à prática desses crimes. Isto só pode ocorrer, efectivamente, quando os dois Estados e Governos e seus dirigentes cooperarem”, sublinhou Mangovo Tomé. Para que haja uma cooperação efectiva entre as duas regiões, disse, é necessário atingir uma boa relação em termos de trocas de informação. “As nossas populações devem cooperar com os respectivos governos, prestando a melhor informação fidedigna possível”, defendeu.
O administrador municipal expressou preocupação quanto ao fenómeno da imigração ilegal, pedindo às autoridades congolesas para imprimirem mais controlo e aplicar medidas adequadas para desencorajar os seus cidadãos a imigrarem para Angola, de modo a reverter o quadro migratório bastante preocupante que se assiste na província de Cabinda.

Reclamação congolesa

O administrador do Muanda acusou Angola de não respeitar as convenções internacionais de Genebra de 1958, 1960 e de 2 de Dezembro de 1980 sobre os Direitos do Mar. Roger Mbala Kupa disse que se registam sucessivas apreensões arbitrárias de barcos de pesca com as respectivas tripulações e artefactos de pesca, bem como toda a sua logística.

JA

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