AngolaDestaque

Taxa de desemprego em Angola de 28% só será resolvida com investimento

De acordo com o chefe de Estado angolano, que discursou na abertura da Conferência da Câmara de Comércio e Indústria, o executivo tem tomado medidas no domínio legal, cambial, migratório e de acesso ao crédito “para que o Estado reduza consideravelmente o papel de principal agente da economia”, deixando o setor empresarial privado assumir o seu papel de motor do crescimento económico, melhorando o ambiente de negócios e tornando mais atrativas as condições para o investimento dos empresários nacionais e estrangeiros em Angola.

Apesar das dificuldades que as empresas apresentam, prosseguiu, o executivo tem verificado um interesse crescente destas em participar das iniciativas do Governo para alterar o quadro atual que se vive.

“Este encontro das câmaras de comércio e de indústria testemunham este renovado interesse de cooperação entre os empresários e o executivo para juntos mudarmos a situação atual”, salientou.

Por outro lado, João Lourenço disse que o executivo quer evitar “tristes experiências conhecidas, como o Estado ter investido milhões de dólares em fazendas agrícolas, aviários e indústrias, mal geridas, e que não produzem ou produzem muito abaixo das suas capacidades instaladas e não dão suficiente emprego”.

O Presidente angolano considerou imperioso que se encontre uma solução “urgente e definitiva” para pôr cobro ao que se passa com as empresas têxteis SATEC, África Têxtil e Textang II, concluídas entre 2013 e 2015, tendo o Estado se endividado no valor global de 1,16 milhões dólares (1,04 milhões de euros), mas que “estão há anos paralisadas ou semi paralisadas.

A fábrica de tecidos SATEC, empreendimento colonial localizado na cidade do Dondo, município de Cambambe, província do Cuanza Norte, está paralisada há três anos por falta de algodão e de reagentes químicos.

A SATEC, a África Têxtil, localizada na província de Benguela, e a Textang II, em Luanda, beneficiaram de investimento japonês.

Segundo João Lourenço, com o funcionamento dessas fábricas estariam garantidos 2.430 postos de trabalho diretos e mais 3.000 indiretos.

“Estamos em crer que todas essas medidas, se tomadas com transparência e determinação, contribuirão para melhorar o ambiente de negócios em Angola, aumentarão a confiança dos agentes económicos da nossa economia e, por esta via, aumentarão os níveis de investimento privado no nosso país”, referiu João Lourenço.

Notícia ao Minuto

Tags
Mostrar Mais

Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back to top button