Angola

Baixa taxa de ocupação compromete hotelaria

A formação de quadros e a baixa taxa de ocupação, que passou de 84 por cento em 2014 para 35 em 2017 e 25 em 2018, são os maiores problemas que enfrenta o sector hoteleiro nacional, que espera atingir deste ano um percentual de 45 por cento de quartos ocupados.

Baixa taxa de ocupação compromete hotelaria
Baixa taxa de ocupação compromete hotelaria

Crise macroeconómica é apontada como a principal razão para a quebra na procura de quartos em hotéis no país
Fotografia: DR

Além destes constrangimentos, a actividade hoteleira e turística do país enfrenta o problema do fraco desenvolvimento de infra-estruturas locais, o reduzido nível de serviços de apoio e a fraca promoção da imagem das potencialidades locais, situação que tende a ser alterada pelo ministério de tutela
nos próximos anos.
As razões para a quebra da taxa de ocupação é apontada à situação macroeconómica actual do país, que se agudizou significativamente nos últimos quatro anos, em que o maior produto de exportação, o petróleo, sofreu uma forte queda no preço a nível internacional, obrigando a uma retracção da economia nacional e como consequência se instalou uma crise de dívisas.
Com a crise económica vigente, o sector da Hotelaria e Turismo foi das actividades nacionais que sofreu, o que levou o Ministério do Turismo a constatar, recentemente, que o número de turistas estrangeiros que visitaram o país, no ano passado, caiu de forma “substancial”. O mesmo vem baixando desde 2014, resultando na queda de 25 por cento da taxa de ocupação dos hotéis, com Luanda a albergar mais de metade da oferta de quartos no país.
Por outro lado, o ministério considera necessário o equilíbrio do preço entre as unidades hoteleiras, porque existem unidades de 1, 2 ou 3 estrelas que têm preços muito aproximados as de 4 estrelas, que variam dos 24 aos 135 mil kwanzas a diária.
De 2009-2014, Angola registou um forte crescimento do sector, tendo atingido receitas que ultrapassavam os 45 mil milhões de kwanzas, criando cerca de 223 mil postos de trabalho até 2017, situação que ficou alterada pelo actual cenário macroeconómico. Recuperar esta cifra é agora o principal objectivo do ministério.

Bolo do sector
No que toca ao peso do sector na economia, este ano, o Orçamento Geral do Estado (OGE), reserva mais de 364 milhões de kwanzas para o desenvolvimento hoteleiro e turístico nacional para contrapor os números dos três últimos anos, cujas receitas do turismo renderam ao Estado 10 mil milhões de kwanzas em 2017, menos seis mil milhões face a 2016, e sete mil milhões em 2018.
As receitas de 2017, porém, representaram um decréscimo de dois mil milhões de kwanzas em relação a 2016, quando o sector gerou 12 mil milhões de kwanzas, facto que o ministério atribuiu à “precária situação económica” que o país atravessa.

Fomento da actividade
O sector do Turismo em Angola continua a representar cerca de 3,5 por cento do produto interno bruto (PIB), com o turismo de serviço, com fluxo de mão-de-obra externa de 37 e o de negócio 21 por cento, a reflectirem um contexto de oportunidade que o mercado apresenta, por serem os de maior revelo para o sector.
No que toca à rede hoteleira nacional, de acordo com dados do ministério, Luanda destaca-se na oferta de alojamentos com 84 por cento da receita, seguida da Huíla e Benguela com 36 por cento.
Por outro lado, o sector espera gerar mais de 950 mil postos de trabalho até finais de 2020 ou princípios de 2021, gerando uma receita esperada de 4,6 mil milhões de dólares, com a entrada ao país de cerca de 4,5 milhões de turistas.

Ismael Botelho
A formação de quadros e a baixa taxa de ocupação, que passou de 84 por cento em 2014 para 35 em 2017 e 25 em 2018, são os maiores problemas que enfrenta o sector hoteleiro nacional, que espera atingir deste ano um percentual de 45 por cento de quartos ocupados.
Além destes constrangimentos, a actividade hoteleira e turística do país enfrenta o problema do fraco desenvolvimento de infra-estruturas locais, o reduzido nível de serviços de apoio e a fraca promoção da imagem das potencialidades locais, situação que tende a ser alterada pelo ministério de tutela
nos próximos anos.
As razões para a quebra da taxa de ocupação é apontada à situação macroeconómica actual do país, que se agudizou significativamente nos últimos quatro anos, em que o maior produto de exportação, o petróleo, sofreu uma forte queda no preço a nível internacional, obrigando a uma retracção da economia nacional e como consequência se instalou uma crise de dívisas.
Com a crise económica vigente, o sector da Hotelaria e Turismo foi das actividades nacionais que sofreu, o que levou o Ministério do Turismo a constatar, recentemente, que o número de turistas estrangeiros que visitaram o país, no ano passado, caiu de forma “substancial”. O mesmo vem baixando desde 2014, resultando na queda de 25 por cento da taxa de ocupação dos hotéis, com Luanda a albergar mais de metade da oferta de quartos no país.
Por outro lado, o ministério considera necessário o equilíbrio do preço entre as unidades hoteleiras, porque existem unidades de 1, 2 ou 3 estrelas que têm preços muito aproximados as de 4 estrelas, que variam dos 24 aos 135 mil kwanzas a diária.
De 2009-2014, Angola registou um forte crescimento do sector, tendo atingido receitas que ultrapassavam os 45 mil milhões de kwanzas, criando cerca de 223 mil postos de trabalho até 2017, situação que ficou alterada pelo actual cenário macroeconómico. Recuperar esta cifra é agora o principal objectivo do ministério.

Bolo do sector
No que toca ao peso do sector na economia, este ano, o Orçamento Geral do Estado (OGE), reserva mais de 364 milhões de kwanzas para o desenvolvimento hoteleiro e turístico nacional para contrapor os números dos três últimos anos, cujas receitas do turismo renderam ao Estado 10 mil milhões de kwanzas em 2017, menos seis mil milhões face a 2016, e sete mil milhões em 2018.
As receitas de 2017, porém, representaram um decréscimo de dois mil milhões de kwanzas em relação a 2016, quando o sector gerou 12 mil milhões de kwanzas, facto que o ministério atribuiu à “precária situação económica” que o país atravessa.

Fomento da actividade
O sector do Turismo em Angola continua a representar cerca de 3,5 por cento do produto interno bruto (PIB), com o turismo de serviço, com fluxo de mão-de-obra externa de 37 e o de negócio 21 por cento, a reflectirem um contexto de oportunidade que o mercado apresenta, por serem os de maior revelo para o sector.
No que toca à rede hoteleira nacional, de acordo com dados do ministério, Luanda destaca-se na oferta de alojamentos com 84 por cento da receita, seguida da Huíla e Benguela com 36 por cento.
Por outro lado, o sector espera gerar mais de 950 mil postos de trabalho até finais de 2020 ou princípios de 2021, gerando uma receita esperada de 4,6 mil milhões de dólares, com a entrada ao país de cerca de 4,5 milhões de turistas.

JA

Tags
Mostrar Mais

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back to top button