Casos de Malária aumentam na província do Zaire

Um total de 29.515 casos de malária foi diagnosticado entre os meses de Janeiro a 15 de Setembro deste ano na província do Zaire, o que resultou na morte de 54 pessoas durante o primeiro trimestre, revelou o director da Saúde.

Domingos da Silva admitiu que a insuficiência do saneamento básico na cidade e arredores tem contribuído para o aumento da malária e da febre tifóide, tendo-se registado  7.861 ocorrências durante o primeiro trimestre.
Para além da malária e da febre tifóide, o médico mostrou-se preocupado com o elevado número de casos de doenças cardiovasculares, que também se assiste na região. Esclareceu que o diagnóstico colhido aponta para 820 ocorrências durante o primeiro trimestre deste ano, 23 dois quais resultaram em óbitos.
O director provincial da Saúde considera preocupante a situação e disse que, para conter a onda, as autoridades da província levam a cabo um conjunto de acções viradas para capacitação dos técnicos do sector sobre matérias de combate à malária nas comunidades, ao mesmo tempo que se desdobram no reforço da sensibilização no seio da população.
Em função do actual quadro, Domingos da Silva aconselhou à população a fazer uso de mosquiteiros tratados com insecticidas de longa duração e a intensificar as campanhas de saneamento básico para prevenir a reprodução de mosquitos, principal vector da malária.
A população é aconselhada a procurar os centros de saúde mais próximos tão logo note os primeiros sintomas.
Durante o período em balanço, o hospital provincial do Zaire registou ainda 211 casos de tuberculose, 17 dos quais resultaram em óbitos.
O responsável da Saúde discorda das práticas de auto medicação, da acumulação de lixo e das águas estagnadas, por forma a evitar a propagação da doença nas comunidades. Disse ser também fundamentalas pessoas praticarem exercícios físicos, consumirem água tratada e manterem uma alimentação equilibrada.
O secretário provincial do Governo do Zaire, António Félix Kialungila, solicitou maior rigor aos profissionais da saúde que, segundo ele, devem ter maior responsabilidade na garantia da assistência médica e medicamentosa à população.

Campanha de desparasitação 

Milhares de crianças e adolescentes do Zaire estão a ser desparasitadas com albendazol nas escolas primárias e do I ciclo de ensino da província, numa iniciativa da ONG Mentor Initiative.
O representante da referida organização no Zaire, Vasco de Carvalho, explicou que a campanha abrange crianças com idade escolar entre os cinco e os 15 anos, para que estes possam ter uma saúde controlável.
O director provincial em exercício da Saúde no Zaire, Andrade Kianzuaku, lembrou que as infecções por parasitas comprometem o nível de assimilação dos conhecimentos nos alunos durante o processo do ensino e aprendizagem.
Andrade Kianzuaku pediu maior cautela dos professores e técnicos de saúde durante a campanha, uma vez que se trata de atender crianças, o garante do futuro da província e do país em geral.
O vice-governador para o sector Político e Social, Rogério Eduardo Zabila, agradeceu a iniciativa da ONG de colaborar com a Direcção Provincial da Saúde no combate às doenças tropicais, negligenciadas pelas comunidades.
Rogério Zabila solicitou ainda a colaboração das autoridades tradicionais e religiosas para sensibilização da população sobre a necessidade de quebrar-se “tabus” em relação à administração de almedanzol.
Estiveram no acto do lançamento da campanha de desparasitação, os administradores municipais do Nzeto, Kuimba, Nóqui e Tomboco, responsáveis das repartições municipais da Educação.

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