Angola

Considerada deficiente a recolha de resíduos no Cuanza-Norte

Empresas que trabalham no sistema de embelezamento e saneamento básico na cidade de Ndalatando, província do Cuanza-Norte, mostram-se incapazes de recolher os resíduos sólidos produzidos todos os dias, segundos os munícipes contactados pela nossa reportagem.

Considerada deficiente a recolha de resíduos no Cuanza-Norte
Considerada deficiente a recolha de resíduos no Cuanza-Norte

Considerada deficiente a recolha de resíduos
Existem poucos meios para a recolha de resíduos sólidos
Fotografia: Nilo Mateus | Edições Novembro | ndalatando

Munícipes de Cazengo, sede municipal de Ndalatando, na capital da província do Cuanza-Norte, estão agastados com a situação e consideram que as empresas colectoras do lixo possuem muitas limitações técnicas, no que toca ao trabalho que se propõem realizar.
De acordo com alguns dos entrevistados, o reduzido número de contentores para o depósito do lixo e a falta de um aterro sanitário apropriado na cidade de Ndalatando, aliados à fraca capacidade das operadoras de recolha de lixo, estão a pôr em causa a limpeza e o saneamento básico da zona urbana e periferia da capital do Cuanza-Norte.
António de Jesus, de 40 anos, morador do bairro Quilamba Kiaxi, manifestou-se descontente com o actual modelo de recolha e tratamento de resíduos sólidos em Ndalatando, tendo solicitado maior participação da população para a melhoria da imagem da cidade.
Apontou a necessidade de reajustar-se os métodos de gestão dos resíduos sólidos, com o envolvimento da população e outros agentes comunitários, uma solução que deverá estender-se aos restantes municípios da província, com o apoio do sector privado.
Os munícipes entrevistados foram unânimes em pedir responsabilização das empresas de saneamento, tendo em conta que muitas vezes o depósito do lixo é feito em locais impróprios, como em passeios, e a sua recolha é feita com máquinas pesadas, que destroem os lancis e passadeiras.
Domingos António, nome fictício, trabalhador de uma das empresa de saneamento básico, revelou que “há aumento substancial da produção de lixo e a nossa capacidade de resposta é muito diminuta, razão pela qual precisamos educar os cidadãos sobre a necessidade de participarem no saneamento das áreas habitacionais”.
Alguns moradores do bairro Catome de Baixo, considerado o Bairro da Juventude, mostraram-se d­escontentes com a forma desordeira como as empresas de recolha de lixo trabalham, tendo em conta os focos de resíduos sólidos, expostos a céu aberto, à entrada do condómino.
Alertaram que o lixo depositado nas ruas, a céu aberto, atrai ratos, baratas e moscas, o que provoca o surgimento de várias doenças à população.
Afirmam ainda que, com as chuvas, os resíduos podem também permitir o desenvolvimento de larvas de mosquitos, vectores de doenças como a malária, dengue e Chycungunia, além de outras como o Tétano, Hepatite A, Cólera e Febre tifóide.
A cidade de Ndalatando tem três empresas de recolha de resíduos sólidos. A nossa reportagem tentou, sem sucesso, o contacto com os responsáveis da empresa “EBUMAR”, que normalmente realiza tais acções no casco urbano.

JA

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