Angola

Crise no Huambo faz a produção baixar

A crise económica e financeira que se regista no país obrigou o encerramento de algumas indústrias do ramo madeireiro na província do Huambo e, como consequência, registou, nos últimos anos, uma baixa significativa no fabrico de produtos transformados à base da madeira.

Crise no Huambo faz a produção baixar
Crise no Huambo faz a produção baixar

Produtores têm na Fimma um espaço único para negócios
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

O facto foi revelado ontem ao Jornal de Angola pelo di-rector executivo da empresa industrial Habitec, vocacionada à transformação e produção de mobiliário escolar com eucalipto e a única representante do Huambo, na primeira edição da Feira das Indústrias de Mobiliário e Ma-deira de Angola (Fimma).

Felisberto Nicolau Capanda, que não apresentou dados estatísticos, referiu que as empresas industriais suspenderam a sua produção porque eram dependentes da importação de algumas matérias-primas que não existem no país.
Segundo Felisberto Nicolau Capanda as dificuldades na importação de produtos como vernizes e colas integram uma vasta lista de dificuldades en-frentadas no ramo de transformação da madeira, pelo que defendeu “uma maior protecção nacional”.
Defendeu a necessidade de se investir na logística e em processos automatizados de exploração, qualificação, stocks e tratamento, para que o sector não continue a remediar de forma arcaica no seu processamento, pois “com estes problemas resolvidos o sector vai dinamizar-se”. “A madeira nacional ainda é processada de forma rudimentar no perímetro florestal e o processo é lento, por ser de forma manual, aliado ao acesso às estradas acaba por ser um empecilho na exploração da madeira”.
Quanto à empresa industrial Habitec, o director executivo disse que goza de saúde, com um volume médio de negócios a rondar entre os três e os quatro milhões de dólares anuais, com uma capacidade de produção de 350 unidades de mobiliários escolares dia.
A empresa Habitec tinha 120 trabalhadores e nesse preciso momento apenas existe metade deste número, devido à baixa produção.
A Fimma registou, no dia da abertura, quarta-feira, 3. 142 visitantes, a maioria dos quais estudantes ligados à Engenharia Civil e Arquitectura. Francisco Costa, coordenador comercial da Feira pela Eventos Arena, disse que as visitas registam maior número no período da tarde, por volta das 16h30. “Isso compreende-se porque as pessoas saem do serviço e chegam aqui a essa hora. Tanto é que ontem tivemos que encerrar as portas depois das 18h30, porque continuávamos a receber mais visitantes”. Até às 15h00 de ontem mais de mil visitantes passaram pela Fimma. A organização prevê registar, até amanhã, dia do encerramento, mais de 10 mil visitantes.

JA

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