Angola

Cuanza-Norte sem água potável por falta de um interruptor

Por falta de um relé (interruptor mecânico) que custa cerca de 100 mil kwanzas, combustível e bateria para um gerador de 12 kva, que alimenta o sistema de captação de água, 1.200 habitantes da sede comunal da Canhoca e do sector do Zavula, município do Cazengo, província do Cuanza-Norte, estão há cinco meses sem água potável.

Cuanza-Norte sem água portável por falta de um interruptor
Cuanza-Norte sem água portável por falta de um interruptor

Local onde está instalado o sistema de captação e distribuição de água em Canhoca clama por obras de reabilitação
Fotografia: Nilo Mateus | Edições Novembro | Canhoca

O facto foi constatado, terça-feira, durante uma visita de trabalho às comunidades do município de Cazengo, realizada pelo governador provincial, Adriano Mendes de Carvalho, que se mostrou indignado com a situação.

Actualmente a população percorre cerca de um quilómetro, até ao leito do rio Lussue, onde tira água para beber. O administrador comunal, Joaquim Domingos, disse que a instituição que dirige não tem verbas para resolver o problema.
A administradora municipal de Cazengo, Maria Salgado, frisou que as dificuldades que assolam a região já foram identificadas e, caso sejam disponibilizadas as verbas necessárias, dentro de dois meses, serão ultrapassadas. Explicou que, no caso particular de Zavula, a tubagem que transporta a água apresenta diversas rupturas.

Falta energia eléctrica
O fornecimento irregular de energia eléctrica nas duas localidades, feito através de geradores, foi também uma das preocupações apresentadas ao governador, facto que, segundo a Administração do Município, está a obrigar muitos jovens a imigrarem para Ndalatando.
José Lito, 24 anos, residente em Zavula, disse ao Jornal de Angola que é obrigado a ir regularmente a Luanda em busca de alimentos frescos, como o frango e peixe, por falta de energia na localidade.<br

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