Angola

Exonerações (também) com farda

13Exonerações (também) com fardaNo dia 23 de Abril de 2018, o Presidente João Lourenço exortou as novas chefias militares, que nomeou e empossou nesse dia, a trabalharem para a moralização da sociedade angolana, começando pela classe dos generais, a quem pediu “cabeça sã”. Isto, é claro, para além de uma aprimorada “Educação Patriótica”…

Ao discursar no Palácio Presidencial, em Luanda, onde deu posse às novas chefias das Forças Armadas Angolanas (FAA), o chefe de Estado sublinhou o empenho do seu unipessoal executivo na “luta pelo resgate de valores”, nomeadamente com a “necessidade da moralização” da sociedade do país.

“E gostaríamos que, também nesta nova conjuntura, as Forças Armadas ocupassem a primeira trincheira neste combate pela moralização da nossa sociedade”, apelou.

“A missão que deixo aqui aos mais altos responsáveis pelas FAA é a de trabalharem, sobretudo com a classe de oficiais, com a classe de generais, para que possamos garantir este nosso desejo. Uma vez que eles são a cabeça das Forças Armadas e só com uma cabeça sã conseguimos cumprir com os objectivos que nos propusemos alcançar e conseguiremos cumprir com o papel que a Constituição e a lei conferem às FAA”, apontou.

O Presidente exonerou também nesse dia 22 altos responsáveis, sobretudo oficiais superiores, em funções entre o Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas e a Casa de Segurança.

As exonerações, bem como as 20 nomeações feitas, foram decretadas “depois de ouvido o Conselho de Segurança Nacional”, informou a Casa Civil, em comunicado.

António Egídio de Sousa Santos foi exonerado do cargo de Chefe do Estado-Maior General-Adjunto para a Área de Educação Patriótica e nomeado para suceder a Geraldo Sachipengo Nunda.

Também foi exonerado do cargo de Chefe do Estado-Maior General Adjunto para a Área Operacional e de Desenvolvimento o general José Luís Caetano Higino de Sousa, nomeado, por sua vez, director-geral do Serviço de Inteligência Externa.

Neste serviço de informação foi exonerado no mesmo dia, por decisão de João Lourenço, do tenente-general André de Oliveira João Sango, que tinha sido nomeado director-geral por decreto presidencial do dia 12 de Outubro de 2012, na presidência de José Eduardo dos Santos.

Na lista das exonerações divulgadas figurava ainda o general Marques Correia, até então segundo comandante do Exército, o general Matias Lima Coelho, Inspector-Geral da Defesa Nacional. Este último passou, por nomeação, a ocupar o cargo de Chefe do Estado-Maior do Exército, enquanto o general Marques Correia assumiu a função de Inspector-Geral da Defesa Nacional.

Já o general Sequeira João Lourenço, irmão do chefe de Estado, foi exonerado do cargo de secretário executivo da Casa Militar e nomeado chefe adjunto da Casa de Segurança do Presidente da República.

Unidade da Guarda Presidencial, gabinete de saúde da Casa de Segurança, gabinete de estudos de segurança da Casa Militar, Gabinete de Voo Presidencial da Casa Militar, Gabinete de Obras Especiais da Casa Militar, foram igualmente alvo de exonerações e nomeações pelo Presidente angolano.

Jornal Folha 8

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