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Falta de energia eléctrica no Lubango volta ao debate

A crise de fornecimento de energia elétrica vivida recentemente em Angola e da qual a cidade de Lubango, na província da Huíla, tenta recuperar coloca o assunto em debate mais uma vez, com a escassez de combustíveis nas centrais térmicas locais
Falta de energia eléctrica no Lubango volta ao debate
Falta de energia eléctrica no Lubango volta ao debate

Com a barragem hidroelétrica da Matala quase inoperante, o fornecimento de luz eléctrica ao Lubango está dependente da central térmica da comuna da Arimba, nos arredores da capital da província, que necessita de milhares de metros cúbicos de gasóleo por dia para assegurar os serviços.

O engenheiro ambiental, Evanilton Pires, entende ser normal que Angola, como país produtor de petróleo, olhe para esta solução como viável para se desenvolver, mas alerta que as alternativas de produção de energia, apesar de exigirem investimento científico e tecnológico, é o caminho a médio e longo prazos.

“Temos que começar não diria a poupar e guardar para gastar mais tarde, mas a mudar os nossos padrões de consumo para conseguirmos fazer as mesmas coisas de forma diferente, ao mesmo tempo que, começamos a desenvolver tecnologias alternativas adaptadas à nossa própria realidade”, defende Pires.

Entretanto, o futuro imediato do fornecimento da luz elétrica à Huíla deve passar pela construção de uma linha de transporte de energia do aproveitamento hidroeléctrico de Laúca de 400 quilowatts, passando pela província do Huambo.

O projecto de 350 quilómetros de extensão, recentemente apresentado no Lubango e cujo valor de investimento não foi revelado, deverá contar em 80 por cento com o apoio do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) que alertou para algumas exigências.

“Há necessidade se fazer um plano detalhado no sentido de identificar quais são as estruturas afectadas, quais são os seus proprietários, uma caracterização dessa estrutura uma caracterização do agregado familiar e que seja definido nesse plano como é que vão ser feitas essas compensações e as verbas para a construção só vão ser disponibilizadas depois que se verificar que aqueles que foram afectados foram devidamente compensados”, sustenta a consultora do Banco Africano de Desenvolvimento, (BAD), Teresa Dray.

VOA

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