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Huíla gasta 1.100 milhões de kwanzas por mês para produzir energia eléctrica

A província angolana da Huíla gasta mensalmente 1.100 milhões de kwanzas (2,85 milhões de euros) em combustíveis para a geração de energia eléctrica, disse hoje o governador local.
Huíla gasta 1.100 milhões de kwanzas por mês para produzir energia eléctrica
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Segundo o governador provincial da Huíla, Luís Nunes, citado pela agência noticiosa angolana Angop, o montante gasto em combustíveis irá aumentar quando entrarem em funcionamento as duas novas turbinas, que acrescentarão mais 150 MegaWatts à capacidade disponível.

A indicação foi avançada por Luís Nunes durante um encontro dos membros do governo local com o Presidente de Angola, João Lourenço, que cumpre uma visita de trabalho de dois dias à província da Huíla, no sul do país.

Segundo o governador, a província está com uma capacidade de produção de energia de cerca de 70 MegaWatts, a partir de duas centrais térmicas que consomem, diariamente, 256.000 litros de gasóleo.

Luís Nunes realçou que a situação pode ser minimizada com a chegada da energia da barragem de Laúca (Malanje) e a partir da barragem do Gove, na província do Huambo.

No encontro com Presidente da República, o governador da Huíla solicitou a disponibilização de verbas para retomar a expansão da rede de energia eléctrica do Lubango, que estava para ser financiada por uma linha de crédito da China, que se encontra suspensa.

Momentos antes, João Lourenço, na sua primeira intervenção após a chegada à Huíla, João Lourenço anunciou que está em curso um trabalho para levar energia eléctrica da central hidroeléctrica de Laúca, em Malanje, para a Huíla, passando pelo Huambo, o que deverá diminuir os custos com o alto consumo de combustíveis para as centrais térmicas que alimentam as principais cidades da província.

“Estamos a estudar a possibilidade de construir uma linha de transmissão do Ngove, no Huambo, para a Matala, na Huíla. A Matala já está interligada ao Lubango. A energia de Laúca, com a construção deste pequeno troço de transmissão, à volta de 100 quilómetros, trará a energia de Laúca para a Huíla”, salientou João Lourenço.

“Este projecto está na sua fase inicial, mas desde que encontremos a engenharia financeira para enquadrar o projeto, não vai levar muito tempo. Procuramos trabalhar com alguma velocidade para resolver este problema para a província da Huíla”, acrescentou.

Esta é a segunda deslocação de João Lourenço à Huíla desde que assumiu a Presidência do país, em setembro de 2017, tendo a primeira ocorrido em 2018, onde orientou os trabalhos da sétima reunião ordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros.

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