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Longas horas de espera pelo combustível no Huambo e Lubango

A persistente carência de combustível, nomeadamente gasóleo e gasolina, fez com que muitos automobilistas das províncias do Lubango e do Huambo pernoitassem nos postos de abastecimento, situação que provoca sérios constrangimentos à vida das empresas e dos trabalhadores.

Longas horas de espera pelo combustível no Huambo e Lubango
Longas horas de espera pelo combustível no Huambo e Lubango

No Huambo, mais de duas mil motorizadas ficaram paradas devido à falta de gasolina
Fotografia: Edições Novembro

Até que as cisternas que transportam os refinados de petróleo dêem sinal de vida, algumas pessoas preferem mesmo deixar a própria viatura a marcar lugar nas longas filas de clientes.
Ontem no Lubango, Dona Engrácia, proprietária de uma viatura, estava há dois dias na fila sem conseguir abastecer. Em conversa com o Jornal de Angola explicou que o embaraço está no facto de, para além das dezenas de viaturas, existir também um número considerável de recipientes individuais para atender.
“Está difícil atingir as bombas por causa dos bidões, que estão muito mais próximos do bombeiro, facto que torna o processo moroso e cansativo”, disse, para acrescentar depois que os responsáveis da Sonangol e das bombas de abastecimento deviam indicar uma bomba específica para aqueles utentes.
O camionista Alfredo Francisco corroborou da opinião da Dona Engrácia e alertou para o perigo que o abastecimento, principalmente de gasolina, representa para aquelas bombas que estão nos centro das cidades. “As que estão mais afastadas da cidade é que deviam ser utilizadas pelos utentes de bidões”, defende Alfredo Francisco.

Viaturas e velocípedes nas “boxes”

A escassez de combustíveis, que se verifica há quase uma semana em todo o país, forçou também a paragem de milhares de viaturas e velocípedes nos municípios do Huambo, Bailundo e Caála, facto que levou ao aumento dos preços dos transportes públicos e motivou o encurtar de rotas por parte dos taxistas e moto-taxistas.<br

JA

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