Angola

Mais de 100 camiões atendem a falta de combustíveis

A falta de diálogo e comunicação entre a Sonangol e as diferentes instituições do Estado contribuiu negativamente no processo de importação de combustíveis, levando à escassez do produto no país, de acordo as conclusões do encontro para o qual o Presidente da República, João Lourenço, convocou ontem os responsáveis do universo de aquisição de derivados de petróleo.

Mais de 100 camiões atendem a falta de combustíveis
Mais de 100 camiões atendem a falta de combustíveis

Fotografia: Vigas da Purificação | edições novembro

Um nota da Casa Civil do Presidente da República enviada ao Jornal de Angola declara que a reunião em que esta conclusão foi produzida, procurava uma resposta rápida para a situação de escassez que se está a viver no país desde há alguns dias.
O Presidente da República orientou a tomada de medidas e mobilização de todos os recursos necessários para a completa estabilização do mercado de abastecimento dos combustíveis nos próximos dias, de acordo com documento.
A reunião de ontem foi agendada na segunda-feira, num encontro para o qual João Lourenço convocou os ministros dos Recursos Minerais e Petróleos, Energia e Águas e Finanças, bem como o governador do BNA e o PCA da Sonangol, Diamantino Azevedo, João Baptista Borges, Archer Mangueira, José de Lima Massano e Carlos Saturnino.
Nesse encontro, o Chefe de Estado solicitou que lhe fosse entregue, na manhã de ontem, um relatório detalhado sobre a falta de combustíveis que se regista no país, com a vista a rápida regularização do fornecimento.
Ontem, os desenvolvimentos em torno da escassez de combustíveis parecem ter evoluído para a regularização da oferta, de acordo com números divulgados pela Angop a darem conta que pelo menos 103 camiões de combustíveis foram abastecidos das 00h00 às 13h00 na base dos Serviços Logísticos Integrados da Sonangol (Sonils), para atenuar a crise do produto que se regista desde sábado, em Luanda.
Segundo uma fonte da Sonils, só no ponto da Boavista 1 estavam em serviço duas ilhas de enchimento com 14 pontos de abastecimento, com capacidade de mil litros por minuto cada.
A fonte explicou que, neste período, foram abastecidos 66 camiões de gasóleo e 37 de gasolina, cujas capacidades rondam os 35 mil litros.
Para o abastecimento dos camiões, a Sonangol está a usar os pontos do Terminal Marítimo de Luanda “São Pedro da Barra” e da Boavista (1 e 5).
Na segunda-feira, o Jornal Angola soube que dois navios cargueiros atracados na Base da Sonils tinham transportado combustível “suficiente para o consumo de um mês”, a medida prevista nos procedimentos normais de importação.
As explicações iniciais para a falta de combustíveis foram divulgadas pela Sonangol na noite de sábado, quando em comunicado de imprensa, a companhia petrolífera evocou “dificuldades no acesso a divisas para a cobertura dos custos para a importação de refinados”.
O documento também aludia a uma pesada dívida contraída por clientes do segmento industrial, que representam 40 por cento consumo, um problema que representa a indisponibilidade, na companhia, do contravalor para o pagamento das divisas no sistema bancário.
Angola importa 80 por cento do combustível que consome, algo no que a Sonangol empregou 221,4 milhões de dólares no primeiro trimestre, representando 397 458 toneladas métricas.

JA

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Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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