Angola

Ministra anuncia estudo para alienar Peskwanza

A ministra das Pescas e do Mar anunciou, sábado, no município de Porto Amboim, Cuanza-Sul, um estudo sobre as formas mais viáveis para privatizar o capital ou alienar a gestão e exploração da antiga empresa pesqueira Peskwanza, no quadro das privatizações previstas pelo Executivo.

Ministra anuncia estudo para alienar Peskwanza
Ministra anuncia estudo para alienar Peskwanza

Fotografia: Dr

Maria Antonieta Baptista proferiu estas declarações depois de percorrer as áreas de processamento de pescado, câmaras de produção de gelo e a ponte cais da empresa, com vista aferir o avanço da degradação daquele que já foi um gigante económico na província do Cuanza-Sul e até do país, tendo apurado que a unidade está paralisada, possui proprietário e as suas infra-estruturas em deterioração progressiva.
A governante foi informada de que, no passado, a região provia peixe seco e farinha de peixe ao mercado nacional, um potencial que o Ministério das Pescas e do Mar quer capitalizar com base no incentivo a parcerias que envolvam novos investidores ou empresários com capacidade financeira para, em conjunto, reestruturarem os activos disponíveis, torná-los funcionais e produtivos.
Maria Antonieta Baptista reconheceu o grande potencial de Porto Amboim no conjunto da província do Cuanza-Sul, com uma componente virada para o mar e outra para a agricultura, vantagens que devem ser bem aproveitadas e acompanhadas com projectos fiáveis e capazes de trazer resultados que impulsionem a economia, o aumento da produção, criem postos de trabalho, elevem os rendimentos das famílias e a arrecadação de receitas.
O principal objectivo do Ministério das Pescas e do Mar, considerou, é apoiar o sector privado a obter financiamentos de acordo com a viabilidade dos projectos, bem como ajudar as empresas ou investidores a trabalharem e a direccionarem as metas para o aumento da produção e a qualidade da oferta.
Neste domínio, um dos desafios do ministério é o redimensionamento das empresas Edipesca e Pescangola, que actuam na distribuição e captura de pescado.

Pólo da Tilápia

Um Pólo de Produção de tilápia começou a operar no sábado na comuna de Gangula, Sumbe, depois de instalado pela Tilápia Cachoeiras Limitada para produzir anualmente 2 500 toneladas do pescado em Angola mais conhecido como cacusso.
O projecto arrancou no passado mês de Dezembro, com a edificação de infra-estruturas, e conta com 140 trabalhadores, revelou o coordenador, Manuel João, o que acontece no quadro de uma política de fomento de empreendimentos do género na região, com a previsão de enquadrar 150 famílias no processo de produção e criar mais de mil empregos directos e indirectos.
Manuel João adiantou que o Pólo atende compradores de todas as províncias, mas o principal mercado é o de Luanda, factor que exige um aumento da produção para suprir a procura. Sem revelar o valor investido, a iniciativa resulta de uma parceria entre fazendeiros e criadores de cacusso.
As fazendas Terra do Futuro e Super Marta são os fornecedores de ração para alimentar os peixes, realidade que permitiu relançar o projecto Tilápia Cachoeiras Limitada.
A ministra das Pescas e do Mar, Maria Antonieta Baptista, indicou que é com projectos do género que o sector que dirige vai criar condições para aumentar a oferta de postos de trabalho, combater a fome e a pobreza na região.
O projecto tenciona reduzir as importações e aumentar a produção nacional de cacusso, elevando o papel da pesca continental, da aquicultura e das iniciativas tradicionais, no cômputo do sector da pesca.
A governante reconheceu “a coragem” do grupo de empresários que, apesar da situação económica adversa que o país vive, decidiu empregar fundos neste projecto, referindo que o Executivo tem vindo a aplicar medidas para melhorar o ambiente de negócios e impulsionar o investimento do empresariado.

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