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Ministra da saúde rejeita má qualidade de material

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, refutou, na cidade do Cuito, província do Bié, informações postas a circular nas redes sociais segundo as quais o material usado na construção do novo Hospital Geral do Bié é de “péssima qualidade”.

Ministra da saúde rejeita má qualidade de material
Ministra da saúde rejeita má qualidade de material

Ministra da Saúde, Silvia Lutucuta
Fotografia: Francisco Bernardo

A governante, que fez uma visita de trabalho de 24 horas ao Cuito, onde presidiu ao acto nacional da “Campanha de Bloqueio da Poliomielite”, discorda com tais informações, justificando que o material que está a ser usado na obra é “totalmente moderno”, garantindo que a unidade hospitalar terá equipamentos de ponta.
Sílvia Lutucuta desafiou os “críticos”, sobretudo os jovens da província, a visitarem primeiro o empre-endimento e, caso constatem eventuais falhas, sugiram às autoridades os melhoramentos, ao invés de “crucificarem as entidades, sem dados”.
A ministra da Saúde informou, por outro lado, que o novo Hospital do Bié, em construção cinco quilómetros a sul da cidade do Cuito, pela empresa espanhola de construção civil “Makiber Lda”, terá capacidade para 300 camas.
Além disso, continuou, o hospital deve dispor de todos os serviços de uma unidade de referência, pelo que os utentes locais deixarão de percorrer longas distâncias na busca de cuidados de saúde.
O responsável-adjunto da empresa construtora, Jesus José Rocha, informou que a obra, na qual 150 jovens ganharam o primeiro emprego, está a 75 por cento de execução física, assegurando o cumprimento dos prazos contratuais de dois anos, com termo previsto para Março de 2020.
Iniciados em Fevereiro de 2018, numa área de 50 mil metros quadrados, os trabalhos contam já com o muro de vedação, construção de cinco casas para médicos, um jango para acomodação de familiares e um parque de estacionamento para cem viaturas.
O actual Hospital Geral do Bié, erguido na década de 1940 e com capacidade para 400 camas, tem 620 funcionários, dos quais 20 médicos, entre nacionais e estrangeiros. Para o pre-enchimento dos recursos humanos, necessita de, pelo menos, mais 40 novos quadros de diferentes especialidades.
A unidade sanitária apresenta fissuras em quase todas as enfermarias. Devido à degradação, os serviços de maternidade, com 75 camas, foram transferidos, em 2017, para as instalações onde funciona o Centro Materno Infantil do Cuito.
O sector da Saúde na província dispõe de 3.570 funcionários, sendo 84 médicos (13 nacionais), enfermeiros e pessoal de apoio hospitalar, que trabalham em 175 unidades sanitárias.

JA

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Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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