Angola

MUDAR MANTENDO… A CORRUPÇÃO

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MUDAR MANTENDO… A CORRUPÇÃO

Tanto assim é que a falta de combustível, vivida nos últimos dias, que paralisaram, quase por completo o país, são a mais clara e inequívoca demonstração da incompetência institucional (sem precedentes), que grassa no gabinete presidencial e, se dúvidas houvesse, a substituição do anterior PCA da Sonangol, Carlos Saturnino, pelo actual, Pai Querido, ambos acusados, administrativa e processualmente da prática de crimes de corrupção e branqueamento de capitais, em Angola e no estrangeiro, apenas vêem sustentar o descrédito da equipa e do próprio Presidente da República, João Lourenço, ao optar trocar seis por meia dúzia. E uma pergunta que não se quer calar é: tendo no Conselho de Administração da petrolífera nacional, dois ex-secretários-gerais do MPLA e ex-primeiro-ministro, por que razão os mantém, não executivos, mesmo nesta hora, quando a sua serventia poderia ser avocada, em nome da imagem e credibilização da companhia, interna e externamente?

Não sendo assim, a única leitura é a da acomodação de ambos: Lopo Ferreira do Nascimento e Marcolino José Carlos Moco, não ser do ponto de vista económico, por não carecerem, pois devem ter pecúlio, para vencer o dia-a-dia, mas para, com a nomeação, domesticá-los, arredando-os da luta, como potenciais adversários políticos, face ao seu capital social e peso intelectual.

A inacção do Comité Central, do Bureau Político e do grupo parlamentar do MPLA, torna-os cúmplices da degradação da situação sócio-económica e política actual, ao ponto de um dos seus membros, denunciar temor pela integridade física, ameaças policiais, descrédito no sistema judicial, a partir do exterior do país, denotando claramente, antes de tudo mais, que a instituição Presidência da República, não é um rio de todos angolanos.

As declarações de “Tchizé” dos Santos, não podem ser analisadas, como filha do ex-presidente da República, como marimbondo, como corrupta, mas como uma cidadã, com prerrogativas especiais, que não acredita na imparcialidade das instituições do país, inclusive do próprio Presidente da República. Isso é muito grave e longe de quaisquer paixões ruidosas e clubistas de defesa de JLo ou de JES, deve levar os intelectuais a uma séria e profunda discussão, que transcenda o míope comunicado da bancada parlamentar do MPLA, cuja cumplicidade e cegueira, a descredibiliza (bancada) ainda mais, numa clara demonstração de, voluntária ou involuntariamente, o principal cancro do desnorte e pobreza da maioria dos povos de Angola, ser a incompetência dos dirigentes do partido no poder, que não conseguiram, sequer, acabar ou minimizar a seca no Cunene, uma região, cujos lençóis de água está abaixo dos 10 metros.

Assim, um dever patriótico, por este andar, poderá ser o de cada eleitor que se considere um verdadeiro autóctone angolano, comprometido com o futuro do país, não acreditar mais, em falsas promessas da tribo política que, desde 1975, não conseguiu superar nenhuma mais valia, concedida pelos colonialistas portugueses aos indígenas colonizados.

É preciso mudar, para haver mudança real.

JornalF8

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Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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