Angola

Obras do Terminal Oceânico vão reatar em breve no Bengo

As obras do Terminal Oceânico da Barra do Dande, na província do Bengo, projectado para armazenar cerca de 1, 2 milhões de metros cúbicos de combustível refinado e tornar-se no primeiro grande reservatório do país em terra, arrancam em breve, depois de dois anos de paralisação.

Obras do Terminal Oceânico vão reatar em breve no Bengo
Obras do Terminal Oceânico vão reatar em breve no Bengo

Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos foi ver o projecto de mil milhões de dólares
Fotografia: Edmundo Eucilio | Edições Novembro | Bengo

A informação foi dada ontem à imprensa pelo director de engenharia e projectos da Sonangol Logística, Joaquim Kiteculo, durante a visita do ministro dos Petróleos e Recursos Minerais, Diamantino Azevedo, ao projecto criado para dotar Angola de maior capacidade de armazenagem de combustível em terra e garantir condições para servir melhor o mercado interno e exportar, no caso haver excedente.
Inicialmente avaliada em mil milhões de dólares, o projecto apresenta uma execução física e financeira na ordem de 25 por cento e já consumiu mais de 23 milhões de dólares até 20 de Agosto de 2016, altura em que foi suspenso pela administração da Sonangol, de acordo com a Angop.
O empreendimento começou a ser construído em 2013 para armazenar, numa primeira fase, 641.500 metros cúbicos de combustível refinado e atingir a capacidade máxima depois da conclusão das obras, tornando-se no primeiro e maior reservatório em terra do país, numa área equivalente a 220 campos de futebol.
Sem adiantar as possíveis datas de retomada das obras, Joaquim Kiteculo informou que o projecto é parte da estratégia para aumentar as capacidades de armazenagem de combustível refinado para distribuição. Os 29 tanques projectados para a primeira fase devem armazenar 360 mil metros cúbicos de gasóleo, 160 mil de gasolina e 80 mil de Jet-A1.

Angoflex volta a exportar

A empresa Angoflex Industrial vai exportar, a partir de 2021, para a Malásia, 13 quilómetros de umbilicais (cabos destinados à produção petrolífera), informou a directora-geral da unidade fabril, Isabel do Nascimento. O processo de produção vai ser feito em duas fases, devendo a primeira terminar em 2020 e a segunda, em 2021, revelou à imprensa, em Caxito, a gestora durante a visita de algumas horas efectuada à província pelo ministro dos Petróleos e Recursos Minerais, Diamantino Azevedo.
Localizada na Barra do Dande, a unidade fabril da Angoflex está vocacionada para a produção de tubos de aço e encontra-se paralisada desde Dezembro, devido à actual situação económica e financeira do país. “Neste momento só temos a fábrica de umbilicais do Lobito a funcionar e esperamos que o mercado melhore para continuar a apoiar o Executivo na criação de postos de trabalho”, disse Isabel do Nascimento.
Criada numa associação entre a Sonangol, com 30 por cento, e a Technip, com 70, a Angoflex Industrial, que em 2017 teve uma produção de 240 quilómetros de tubos rígidos destinados às indústrias petrolíferas, é a única fábrica de produção de umbilicais em África. A situação difícil fez com que a empresa dispensasse 415 trabalhadores, ficando a fábrica neste momento apenas com 85 para o trabalho de manutenção do equipamento

JA com Angop

 

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