Angola

ONU apoia reformas económicas

A ONU vai apoiar os esforços de estabilização macroeconómica que o Executivo angolano tem vindo a empreender nos últimos 18 meses, garantiu hoje, em Luanda, a secretária executiva da Comissão Económica das Nações Unidas para a África (UNECA), Vera Songwe.

ONU apoia reformas económicas
ONU apoia reformas económicas

Secretária da Comissão Económica da ONU para África recebida pelo Presidente da República
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

Em breves declarações à imprensa, no termo de uma audiência que lhe foi concedida pelo Presidente da República, João Lourenço, Vera Songwe felicitou as reformas económicas em curso, mas reconheceu que, em períodos de reestruturação macroeconómica, os que mais sofrem com o impacto são as pessoas mais necessitadas.
Vera Songwe defendeu que sejam articuladas medidas para a redução do impacto das reformas na vida das pessoas, principalmente as mais vulneráveis, prometendo um trabalho aturado e conjunto com a ONU para minimizar os efeitos negativos. “Temos de trabalhar juntos na criação de programas eficientes para que acautelemos as necessidades daqueles que deverão ser afectados pelas reformas que estão a ser empreendidas em Angola”, sublinhou.
Ao felicitar o processo de reformas em curso, Vera Songwe indicou que as mesmas devem estar voltadas à estabilidade económica, com um grande envolvimento do sector privado, criação de emprego e uma forte aposta à adesão de Angola ao Acordo de Livre Comércio Continental.
No Palácio Presidencial da Cidade Alta, Vera Songwe abordou com o Presidente João Lourenço questões sobre como a ONU deverá apoiar Angola na reestruturação macroeconómica e de diversificação da economia, no âmbito do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022. Além destas questões, os dois interlocutores falaram também sobre o modo como deverão ser desencadeados métodos para que o país alcance o Desenvolvimento Sustentável e a Agenda 2023, com foco no crescimento do emprego, principalmente dos jovens.
A Agenda da União Africana e a questão da Zona Livre de Comércio Continental de África, que Angola pretende ratificar, mereceram igualmente a atenção do Chefe de Estado angolano e da responsável da ONU. Vera Songwe manifestou o desejo das Nações Unidas contribuírem para a melhoria do ambiente de negócios, da boa governação e da facilitação na participação do sector privado em áreas prioritárias para o desenvolvimento de Angola, com realce para os sectores da Energia e das Águas.
“Falamos do sector da Energia, um dos domínios que mais consome recursos financeiros. Precisamos trabalhar com o Executivo (angolano) numa legislação que conduza à atracção do investimento privado para este sector e reduza os seus custos no país”, disse.
A secretária executiva da UNECA lembrou que, a nível do G20, têm sido abordados aspectos que têm a ver com a energia e como encontrar formas mais adequadas para baixar os preços em países como Angola. Este trabalho, disse, envolve grupos internacionais e o Banco Mundial. O objectivo, precisou, é ajudar, de forma concreta, o país para que, em pouco espaço de tempo, alcance indicadores positivos.

Modelo inovador
Vera Songwe adiantou que as Nações Unidas vão trabalhar com o Executivo em alguns aspectos que precisam ser aprimorados.
“A questão crucial é que todos estes temas já estão no plano do Executivo. Como tal, a nossa abordagem teve como foco três aspectos que passam por trabalhar com o Executivo no sentido de criar um modelo financeiro inovador”, disse a secretária executiva da Comissão Económica das Nações Unidas para África, para quem este modelo tem a ver com o financiamento local.
A responsável das Nações Unidas elogiou as medidas do Ministério das Finanças com vista ao alargamento da base tributária.

JA

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Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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