Angola

Polícia Nacional na rota dos garimpeiros de ouro

Pelo menos trinta pessoas morreram até ao princípio deste mês, em consequência do deslizamento de terra na prática de exploração artesanal de ouro nos municípios da Jamba e do Chipindo, província da Huíla, anunciou ontem, na cidade do Lubango, o porta-voz da “Operação Transparência”, comissário António Bernardo.

Polícia Nacional na rota dos garimpeiros de ouro
Polícia Nacional na rota dos garimpeiros de ouro

Comissão da Operação esteve reunida ontem no Lubango
Fotografia: Arão Martins | Edições Novembro | Lubango

Emdeclarações à imprensa, no final da reunião da comissão da “Operação Transparência”, António Bernardo explicou que as mortes foram registadas em Mupopo, comuna de Cassinga-Tchamutete, município da Jamba e nas localidades de Tchikuele-Kapembe e Cassanda, município de Chipindo.
António Bernardo afirmou que a actividade teve maior incidência nos municípios de Chipindo e Jamba, mas é nesta última localidade onde estavam instalados mais de mil garimpeiros de ouro, que a actividade ilícita deixou de existir em função das operações levadas a cabo pelos órgãos de defesa e segurança.
Para o porta-voz da operação, ainda existe actividade semelhante no Chipindo. “Mas com alguma insistência da nossa parte, temos diminuído esses focos”, informou, anunciando que foram apreendidos alguns meios dos garimpeiros de ouro.
“Temos conhecimento de uma actividade massiva de tráfico ilícito de minerais, supostamente ouro. O que nos preocupa é saber de onde esses indivíduos vão depositar este mineral”, referiu António Bernardo, que defendeu a criação de condições para que no futuro estes minerais estratégicos estejam devidamente protegidos e possam constituir riqueza para o país.
O Ministério do Ambiente, disse, deve responsabilizar as empresas que eventualmente tenham causado danos ao ambiente durante a exploração de minérios. Pediu também a realização de estudos ambientais para que a exploração não tenha incidência negativa na vida social.

JA

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