Angola

Produção de sal em Benguela põe fim à importação

Os operadores do sector salineiro na província de Benguela estão a trabalhar no sentido de produzirem, dentro de dois anos, 250 mil toneladas de sal por ano, quantidade considerada suficiente para as necessidades do país, considerou o secretário de Estado das Pescas, Carlos Martinol, citado pela Angop.

Produção de sal em Benguela põe fim à importação
Produção de sal em Benguela põe fim à importação

Cidade do Sal recebe avultados investimentos para uma produção interna de 250 mil toneladas por ano em 2021
Fotografia: Angop

Segundo o governante, que integrou a equipa económica do Conselho de Ministros que nas últimas 48 horas trabalhou na zona litoral de Benguela (Catumbela, Benguela e Baía Farta), só a salina Calombolo produziu, em 2018, 110 mil toneladas de sal. Com um pouco mais de investimentos, disse, vai ser possível aumentar o volume de produção até atingir as 250 mil toneladas por ano.
“É uma questão de contas, porque só uma salina já dispõe de uma quota anual considerável no cômputo da produção nacional, cujas estimativas apontam para cerca de 120 mil toneladas de produção interna, contra uma necessidade actual de 250 mil toneladas”, realçou Carlos Martinol, deixando a ideia de haver necessidade de afinar os dados estatísticos para aferição, com exactidão, da real produção interna.
Ainda assim, acrescentou, o Ministério das Pescas e do Mar proibiu a importação de sal grosso, de modo a estimular a produção interna.
Fernando Ferreira, sócio-gerente da salina Tchiome, com mil hectares, cujas obras de construção começaram há dois anos, disse à Angop que a empresa está fazer um investimento de 40 milhões de dólares, obtidos de várias fontes internas e externas, que vão permitir atingir uma produção pico de 160 mil toneladas anuais já no próximo ano.
“Dentro de três meses, a salina vai dar início à produção de sal em, pelo menos, 56 a 60 hectares, com os primeiros 350 trabalhadores, mas em 2020 vai atingir-se o pico da produção (160 mil toneladas), podendo a força de trabalho evoluir para mil empregos”, admitiu.
Dos 40 milhões de dólares, disse terem beneficiado de um financiamento do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), na ordem dos nove milhões de dólares, e os demais recursos foram obtidos a partir de créditos externos e tesouraria própria.

JA

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Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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