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Um partido com história cada vez mais sem história – Rui Gomes

É com bastante pesar que se assiste, amiúde, a um partido nacionalista com “história”, como é o MPLA, por onde muitos de nós, por imperativos do contexto, passamos, sequestrado e transformado no símbolo de Satã na terra onde toda a desgraça actual, desde o subdesenvolvimento do país, o nepotismo, a crise económico-financeira, a corrupção, a impunidade, a bajulação, a incompetência, a pobreza e a miséria juntas, a falta de energia eléctrica, a falta d’água (potável), a falta de boas estradas, a falta de saneamento básico, a falta do humanismo, do patriotismo e tudo mais, é a si debitado, tudo por conta de algum “chico espertismo” de alguns que se acharam mais angolanos que os angolanos; tudo por conta desses que continuam a fazer de otários os verdadeiros angolanos, e de “escadote”, os verdadeiros militantes seus… Custa crer, mas, a cada dia, identificar-se com o partido no poder equivale a identificar-se com o mal. Ser do MPLA, hoje por hoje, com todo o respeito que tenho pelos seus militantes patriotas, infelizmente também cúmplices porque continuam a compactuar e a apoiar o mal, é pertencer à máfia siciliana.

Um partido com história cada vez mais sem história - Rui Gomes
Um partido com história cada vez mais sem história – Rui Gomes

O povo heroico d’Angola precisa pensar grande; precisa libertar-se das correntes da escravidão da caverna ou então manter-se eternamente no subdesenvolvimento. É preciso perceber que o país jamais irá à frente com o MPLA no poder; ou, pelo menos, com esse MPLA que se recusa permanentemente reformar como o diabo foge à cruz… Urge pensar o país, longe das mesmice conjunturais de sempre. De contrário, pelo andar da carruagem, e a depender do MPLA, não restarão muitas hipóteses ao cidadão angolano que abraçar uma das três hipóteses:

1. Emigrar;

2. Permanecer no país que o viu nascer e crescer, influenciado positivamente as mudanças, cada qual à sua medida;

3. Permanecer no país e nada fazer e/ou continuar a fazer as mesmas coisas e da mesma forma, esperando impávidos e serenamente pelo túmulo.

Particularmente, penso que a emigração é a melhor via, sobretudo, para os mais novos. Entretanto, a emigração, aqui, pode ser entendida no sentido metafísico. É possível emigrar sem sair do próprio país, bastando apenas, para o efeito, eleger a segunda hipótese! A emigração, no nosso contexto, deve ocorrer ao nível mental.

Precisamos, e com a urgência que se impõe, transformar a matéria-prima mais preciosa que há no Homem: a MENTE, e fazer de Angola o único partido pelo qual vale a pena lutar. É na mente do Homem que deve se corrigir o que está mal e melhorar o que está bem; é ali onde devem ocorrer as principais mudanças… Nisto, a família e a escola jogam um papel preponderante.

A era da militância pela militância, ou seja, a fase em que o cartão de militância é meio para realização pessoal deve ficar para trás. Se quisermos um país verdadeiramente desenvolvido, o mérito e a competência devem ser as únicas bandeiras a valorizar e a incentivar. “Angola só crescerá quando os cidadãos ocuparem cargos de responsabilidade sem o suporte dos partidos políticos”.

Fonte: Club-k.net

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