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Angola

Avião leva 30 carros de luxo para Luanda

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O grupo de transporte de carga aérea e logística russo Volga Dnepr Airlines utilizou uma estrutura especial com dois andares, que foi montada no interior de um dos seus aviões cargueiros Antonov An-124-100, para transportar 30 viaturas Mercedes Benz para Luanda no passado mês de setembro.

Fonte: NewsAvia/VivenciasPressnews

A companhia distribuiu nesta quarta-feira, 01 de novembro, um comunicado em que dá conta de que o transporte das viaturas foi com base num contrato efectuado pela Embaixada da República de Angola na Alemanha. A urgência no transporte das viaturas para a capital angolana foi justificada pelo facto de que deveriam chegar a tempo da cerimónia da tomada de posse do novo Presidente da República, João Lourenço.

As 30 viaturas ( 25 Mercedes de luxo para transporte de altas entidades, três carros para a polícia e duas viaturas de blindagem pesada), todos importados por serviços governamentais angolanos, foram transportados do Aeroporto de Leipzig para o Aeroporto 4 de Fevereiro em Luanda, num único voo com um total de peso que excedia as 110 toneladas.

A estrutura metálica montada no interior do Antonov An-124-100 foi originalmente criada em 1996 para transportar os carros do rali internacional Paris-Pequim. A plataforma permite que os carros sejam conduzidos para dentro do avião , com acesso semelhante a um parque de estacionamento. O sistema tem sido usado desde então e os serviços técnicos da Volga Dnepr têm aperfeiçoado a estrutura, assegurando a fiabilidade de transporte e segurança das viaturas, de acordo com as suas dimensões e especificidades .

O comunicado do grupo russo de transporte de carga área, também dono da companhia Air Bridge Cargo ( ABC) e conhecida por voar grandes cargueiros fabricados desde o tempo da ex-União Soviética, destaca que foi a primeira vez que foi realizado um transporte deste tipo para Luanda. Conclui afirmando que a Embaixada de Angola em Berlim felicitou a companhia pelo sucesso da operação, tendo transmitido a satisfação das autoridades angolanas pela rapidez e qualidade de execução do serviço contratado.

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Angola

Provas comprometem o réu Norberto Garcia

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Norberto Garcia, um dos réus angolanos no mediático caso da Mega Burla à Tailandesa, em que o Estado angolano seria burlado em 50 mil milhões de dólares, foi ontem confrontado, em tribunal, com dois documentos que o podem ter comprometido.

Ex-director da Unidade Técnica para o Investimento Privado
Fotografia: DR

No segundo e último dia da sua audição na 1ª Câmara Criminal do Tribunal Supremo, Sérgio Raimundo, advogado do réu José Arsénio Manuel, solicitou aos juízes que exibissem dois documentos em sua posse referentes ao acordo de intenção para as propostas de investimento privado dos supostos empresários tailandeses em Angola. Os referidos documentos têm datas e valores distintos, mas tratam da mesma matéria sobre o caso Burla à Tailandesa. O primeiro assinado entre as autoridades angolanas e os supostos empresários tailandeses foi celebrado a 1 de Dezembro de 2017 e estava contemplado um valor de 50 mil milhões de dólares. O segundo, datado de 30 de Dezembro de 2017, tinha o valor de 50,2 mil milhões.
Questionado sobre qual dos documentos era válido, Norberto Garcia, antigo director-geral da extinta Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), respondeu que era o datado de 1 de Dezembro de 2017. Afirmou que o segundo deve ter sido “um lapso”, devido à pressão e os constantes adiamentos que se verificaram para a assinatura dos referidos documentos.
“No momento em que se efectivaram os trabalhos com este grupo (de tailandeses), não só ocorreram vários adiamentos, como também foi um momento de excesso de trabalho, o que poderá ter permitido esta falha”, sustentou.
Ontem, o Tribunal concluiu a audição ao réu Norberto Garcia, acusado dos crimes de burla por defraudação de forma frustrada, associação criminosa, tráfico de influência e auxílio à imigração ilegal. O segundo e último dia do interrogatório a Norberto Garcia ficou marcado por intensos questionamentos dos juízes e advogados.
Em resposta às perguntas do seu advogado, Evaristo Maneco, Norberto Garcia confirmou que solicitou o serviço do Guiché Único da Empresa (GUE), para que, de forma excepcional, prestasse apoio ao grupo de supostos empresários tailandeses, no sentido de constituir uma sociedade comercial. Perante os juízes, o réu esclareceu também que não era a primeira vez que a UTIP fazia este tipo de pedido ao GUE.
Os juízes apresentaram a Norberto Garcia várias provas documentais, tendo o réu confirmado algumas e negado outras. Norberto Garcia disse que, para a admissão de investidores privados, primeiro eram aceites as ideias de possíveis investimentos, acompanhados dos estudos de viabilidade, e só depois se verificava a capacidade financeira do investidor.
Norberto Garcia disse que o tempo de admissão dos projectos dos presumíveis investidores era de 30 dias, em caso das condições estarem reunidas, e de 90 dias em casos em que os investidores não têm condições criadas.
Questionado pelo seu advogado se havia recebido uma mensagem da Unidade de Informação Financeira (UIF) a dar conta sobre a validade do investimento dos tailandeses, Norberto Garcia respondeu que estava triste com a contradição existente entre os dados do processo em posse dos juízes e os que estão com os advogados.
Os documentos em posse dos magistrados dizem que Norberto Garcia recebeu informação da UIF a alertar da falsidade do investimento tailandês. Norberto Garcia confirmou que tinha comunicação permanente com a UIF que lhe garantia que o processo de verificação ainda estava em curso e que ele aguardava apenas pela confirmação.

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