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Lesados de projectos imobiliários apelam intervenção da PGR e SIC

Representantes de lesados dos projectos imobiliários jardim do Éden e Jefran, apelaram à Procuradoria Geral da República (PGR) e ao Serviço de Investigação Criminal (SIC) e à outros entes afins, para que se dê a devida atenção e celeridade a investigação e resolução dos casos de burla e incumprimento contratual de que foram e continuam a ser vítimas e que apesar de terem feitos os pagamentos, quer seja em prestações de renda resolúvel, bem como os pagamentos na totalidade, até ao momento nem todos os clientes conseguiram ver o milionário sonho da casa própria realizado.

Lesados de projectos imobiliários apelam intervenção da PGR e SIC
Lesados de projectos imobiliários apelam intervenção da PGR e SIC

Fotografia: DR

Os lesados pedem que se acabe com a impunidade e “costas largas” que protegem os donos dessas empresas para que possam então ser devidamente responsabilizados pelos órgãos de justiça no sentido de cumprirem com os acordos feitos e entregarem as residências tal como estipulado ou ressarcirem os clientes lesados com as devidas compensações legais, recorrendo inclusive a famosa frase que ninguém é rico o suficiente para estar acima da lei e que ninguém é pobre para ter a lei ao seu lado.
O apelo foi feito ontem no programa Kyandando da Rádio Luanda, numa entrevista dirigida pela radialista Artemísia Mucuta. No mesmo espaço muitos ouvintes aproveitaram para fazerem outras denúncias envolvendo diferentes projectos imobiliários em que se vive a mesma situação, como os casos do Lar do Patriota, Kussanguluka, centralidades, entre outros.
Os lesados do caso Jefran queixam-se ainda do facto da TPA estar a passar no intervalo do Telejornal publicidade da empresa Jefran, que pode ser enganosa, porque se até ao momento e mesmo com intervenção do Inadec, a empresa não conseguiu resolver a questão de centenas de clientes. Como é que tem casas para vender e entregar? Questionaram os lesados, sublinhando que ” como é que a TPA sendo um órgão público com alguma credibilidade e o Telejornal ser o principal espaço de notícias e que tem a maior audiência aparece ligado à publicidades do género alegando que não tem a ver com a conduta dos clientes que pagam para passar publicidade, mesmo sendo de índole duvidosa, para não dizer enganosa”.
Jordan Coelho, representante da AADIC, presente no programa, disse que as instituições do Estado devem ter em atenção à essas questões que violam a lei de forma reiterada, envolvendo valores avultados a rondar os milhões de dólares, que foram retirados das poupanças das famílias, acarretando um profundo impacto socio-económico às centenas, senão milhares de famílias lesadas, provocando desestruturação familiar, por causa da qualidade de vida que deteriorou-se em consequência das inúmeras despesas que têm de cobrir, como renda de casa e de dívidas contraídas junto dos bancos para pagarem às imobiliárias e que até ao momento continuam a pagar aos bancos, reduzindo ainda mais os seus minguados recursos financeiros e que apesar disso os prevaricadores continuam impunes e a enganarem mais cidadãos.

JA

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