Crime

Oficial da Polícia Nacional espanca filha adoptiva até deixar a criança desfigurada

Uma oficial do Comando Geral da Polícia Nacional (PN) foi detida pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) por crime de ofensas corporais graves contra a sua filha adoptiva, de nove anos, que espancou até desfigurar, no município de Viana, em Luanda.

Oficial da Polícia Nacional espanca filha adoptiva até deixar a criança desfigurada
Oficial da Polícia Nacional espanca filha adoptiva até deixar a criança desfigurada

Apolónia Escolástica, com o grau de inspectora-chefe, terá agredido a criança com socos, queimaduras nos membros inferior e superior com pedra quente, e, segundo fonte do Serviço de Investigação Criminal (SIC) que pediu o anonimato, terá ainda partido os dentes à menina com uma colher de pau, para além de ter tentado sufocá-la com uma almofada diversas vezes.

“Ela (a autora das agressões) foi detida por crime de ofensas corporais graves na segunda-feira,13, e foi posta em liberdade na quarta-feira, 15, sem ser ouvida pelo magistrado do Ministério Público (MP) junto do SIC-Viana”, disse o SIC, revelando que a oficial da Polícia Nacional assumiu a autoria do crime “e responsabilizou-se pelo tratamento da menor sem, no entanto, ter feito nada até agora”.

“A menina foi maltratada, queimada, a senhora inspectora-chefe Apolónia Escolástica foi posta em liberdade sem ser ouvida pelo MP, por ser colega e porque o chefe da investigação da Esquadra do Zango 0 decidiu assim”, garantiu a fonte do SIC-Viana.

Permanecem duas versões sobre a soltura da oficial da PN: fonte do SIC-Viana garantiu ao NJOnline que a mãe adoptiva foi posta em liberdade sem ser ouvida pelo MP.

Já o director de comunicação do Ministério do Interior, intendente Mateus Rodrigues, em declarações ao NJOnline, garantiu que a Polícia Nacional realizou a detenção da acusada e entregou o caso para investigação criminal.

O caso foi entregue ao SIC e posteriormente à Procuradoria-Geral da República (PGR) para os devidos procedimentos administrativos”, disse, destacando que a liberdade da oficial da PN não depende da investigação criminal nem da PN, mas sim da PGR.

Segundo a mãe biológica da pequena Elizangela, citada pela Zimbo, os relatos das agressões surgiram da própria menor.

“A senhora que fez esta maldade à minha filha era minha patroa, eu trabalhei durante quatro anos para ela. Pediu-me para lhe arranjar alguém que cuidasse dos seus filhos de três e cinco anos”, conta, acrescentando que por falta de condições em casa, optou por entregar a sua primogénita para a antiga patroa criar e educar.

Os motivos das agressões até o momento são desconhecidos, mas a mãe da menina mostra-se indignada porque a antiga patroa parecia realmente interessada em cuidar da menor.

“Ela (a patroa) me disse “entrega-me a tua filha para ficar com os meus filhos, eu vou-lhe comprar brinquedos, vou- lhe meter na escola e vai ser cuidada como uma filha”, explicou a mãe da menor, salientando que alegada agressora nunca deixou que a mãe biológica visitasse a filha.

“Desde que entreguei a minha filha àquela senhora nunca mais tive contacto com a menina porque a senhora não me deixava ver a minha filha. Uma vez decidi visitar a menina, ela (a senhora) assustou-se quando me viu, me disse, “Antónia, quem te mandou aparecer aqui? Se a miúda te vir vai fugir e eu irei ter problemas se isso acontecer`”, descreveu a progenitora.

Fonte:NJ/EG

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