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1º de Agosto é tetracampeão do Girabola

Numa disputa até ao último ponto, o 1º de Agosto confirmou ontem a conquista do seu inédito quarto título consecutivo no Girabola, com a vitória sobre o Kabuscorp do Palanca, por 1-0, no Estádio Nacional 11 de Novembro, na derradeira jornada da competição, ao passo que o Petro de Luanda empatou (1-1), frente ao Progresso Sambizanga, nos Coqueiros.

1º de Agosto é tetracampeão do Girabola
1º de Agosto é tetracampeão do Girabola

Rubro e negros terminaram a prova sem sofrer qualquer derrota em 30 jornadas
Fotografia: Vigas da Purificação|Edições Novembro

Repetiu-se o desfecho da edição passada do campeonato, na qual os militares do Rio Seco venceram o Cuando Cubango FC, por 1-0, no mesmo recinto, e os petrolíferos registaram uma igualdade (1-1), na recepção ao Sagrada Esperança, no Estádio 22 de Junho.
Sob o comando do bósnio Dragan Jovic, que somou o terceiro troféu da competição, os rubro e negros fizeram história. São os primeiros campeões sem qualquer derrota, fruto do ciclo invicto de 56 jogos, iniciado depois do desaire (0-1), a 3 de Março de 2018, no reduto da Académica do Lobito.
Habituados a momentos de grande pressão, sobretudo pela experiência alcançada nas Afrotaças, com a presença nas meias-finais da Liga dos Clubes Campeões, às ordens do sérvio Zoran Maki, os novos tetra-campeões geriram com certa normalidade a proposta de jogo aberto feita pelos palanquinos orientados pelo português Paulo Torres, que espreitavam o apuramento para a Taça da Confederação, por via do terceiro lugar.
O Kabuscorp procurou, logo no início, esbater a ideia de que estava em campo com a missão de prestar favores ao 1º de Agosto. Logo aos 2 minutos, após o apito inicial do árbitro Nuno Eduardo, Taddy apareceu isolado e obrigou o guarda-redes Tony Cabaça a fazer falta à entrada da área, para evitar o golo madrugador.
A equipa de Jovic só conseguiu assentar o jogo à passagem do quarto de hora, altura em que chegou à baliza do inspirado Langanga, protagonista de uma defesa com certo aparato técnico, aos 22 minutos, em resposta à cabeçada de Mabululu.
O avanço dos militares levou os donos da casa a apostarem em acções pelos corredores laterais, conduzidos por Ebunga, num lado, e Doctor Lamy, no outro. As investidas levaram a equipa do Palanca a criar vantagem nas acções de ataque e cantos.
Muito perto do intervalo, Mabululu cabeceou para onde estava virado, quando era esperada uma acção de grande perigo. Mas o melhor marcador do Girabola, 14 golos, corrigiu o alvo no lance seguinte, aos 45 minutos, ao dar o melhor destino à assistência de Isaac, que aproveitou um cruzamento do irreverente Dagó.
A história do segundo tempo foi contada num ritmo favorável aos líderes da competição, que controlavam o compasso dos ponteiros do relógio, sempre preocupados com o controlo da vantagem. Bobó e Ary Papel tiveram as oportunidades mais flagrantes de dilatar a expressão do marcador.

JA

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Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

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