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Campeonato Africano das Nações começa hoje no Egipto

A história milenar do Egipto das míticas pirâmides, do papiro e dos endeusados faraós, volta a servir de pano de fundo para a maior reunião de estrelas do futebol continental. A partir de hoje, até ao dia 19 de Julho, nas cidades do Cairo, Suez, Alexandria e Ismailia, é disputada a 32ª edição da Taça de África das Nações, com os donos da casa a defrontarem o Zimbabwe, às 18h00, na abertura.

Campeonato Africano das Nações começa hoje no Egipto
Campeonato Africano das Nações começa hoje no Egipto

Fotografia: DR

Os problemas registados na máquina organizativa montada pelos Camarões, detentor do título que viu fugir a defesa do ceptro em casa, por força dos atrasos na construção e melhoria dos estádios, bem como na criação de condições na rede hoteleira, levaram, 13 anos depois, o CAN a um palco já habitual.
Ao acolher a competição pela quinta vez (1959, 1974, 1986, 2006 e 2019), o Egipto destaca-se como o país com o maior número de edições organizadas. Etiópia (1962, 1968 e 1976) e Ghana (1963, 1978 e 2008) seguem-se aos faraós, que têm ainda mais afastados Sudão (1957 e 1970), África do Sul (1996 e 2013), Guiné Equatorial (2012 e 2015) e Gabão (2012 e 2017).
Feita a harmonização dos campeonatos locais com a generalidade das ligas mundiais, sobretudo da Europa, os futebolistas africanos respondem ao chamado das se-lecções sem a habitual preocupação com a perda de espaço no clube, já que a prova passou de Janeiro para Junho. Outra novidade, é o alargamento do números de países participantes, que de 16 deu lugar a 24 equipas nacionais distribuídas por seis grupos de quatro concorrentes cada.
Assim, a primeira etapa a seguir à disputa da fase de grupos passa a ser os oitavos-de-final, integrados pelos dois primeiros classificados e os quatro melhores terceiros. O alargamento aumenta as hipóteses das equipas continuarem em prova, em função das contas feitas nas três partidas da etapa preliminar.
Mas as atenções estão viradas para as estrelas do continente que dão cartas nos grandes palcos mundiais, nomeadamente nas princi-pais ligas europeias. O egípcio Mohamed Salah e o senegalês Sadio Mané, ambos dos ingleses do Liverpool, detentor do título da Liga dos Campeões, são os principais rostos da competição africana.
Integrado no Grupo A, ao lado da República Democrática do Congo, Zimbabwe e Uganda, o anfitrião Egipto assume-se como candidato à conquista do troféu, o oitavo no seu historial, depois dos triunfos em 1957, 1959, 1986, 1998, 2006, 2008 e 2010, o primeiro como República Árabe Unida.
Principal força do Grupo F, os Camarões perseguem o sexto título. Porém, antes terão de ser capazes de superarem em campo a concorrência do Ghana, Benin e Gui-
né-Bissau. Na segunda presença na cimeira do futebol africano, a selecção lusófona, formada maioritariamente por jogadores chamados da Europa, com destaque para Portugal, promete surpreender.

Elefantes pressionados
No Grupo D, Costa do Marfim e Marrocos partilham o favoritismo, apesar do anúncio de resistência feito pelas vizinhas Namíbia e África do Sul, enquanto no C o Senegal entra na máxima força, apostado em subalternizar a Argélia, Quénia e Tanzânia.
As poderosas Super Águias da Nigéria mostram os músculos no Grupo B, com a concorrência da Guiné Conacri, Burundi e Madagáscar. No Grupo E, a Tunísia é favorita a ocupar o primeiro lugar, ante à cobiça do Mali, ao passo que Angola e Mauritânia espreitam o segundo passe ou, na pior da hipóteses, estar entre os quatro melhores terceiros.
Dos 14 países detentores de títulos continentais, apenas o Sudão, a Etiópia e o Congo Brazzaville falharam a presença no CAN que a partir de hoje, sempre com menos uma hora em Angola, prende as atenções dos adeptos da modalidade. Os angolanos Hélder Martins e Jerson Emiliano dos Santos fazem parte da elite da arbitragem chamada para dirigir os jogos da prova.

JA

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