DesportoDestaque

Cofres vazios deixam FAF de mãos atadas

Os gritos de socorro financeiro, de alguns clubes do Girabola, estão a deixar a FAF de mãos atadas, apurou o Jornal dos Desportos,  de uma fonte da Federação.  O clamor de socorro manifestado, coloca o órgão reitor da modalidade, diante de dois cenários; ou abre um precedente e faz cumprir ao pé da letra os seus regulamentos, ou dá um desconto aos que dizem estar com os cofres vazios.

Cofres vazios deixam FAF de mãos atadas
Cofres vazios deixam FAF de mãos atadas

A nossa fonte revelou, que a Federação adopta várias normas de conduta para licenciar um clube a participar no campeonato nacional da I divisão, “há critérios imperativos, obrigatórios e facultativos”. Caso decida ser intransigente, os que dizem estar sem dinheiro, não seriam licenciados a poderem participar na prova maior do futebol nacional.
Por exemplo, o nosso interlocutor assegurou, que o Regulamento de Base Nacional para o Licenciamento de Clubes, tem o artigo 12 intitulado: “Requisitos objectivos para o licenciamento”, que reza em parte, o seguinte no ponto 2: “Caberá ao clube por intermédio do Departamento Financeiro ou Tesouraria e Finanças, aquando do processo, à luz do artigo 6º., apresentar garantia financeira no valor de AKZ 100.000.000.00 (Cem milhões de Kwanzas)”.
Com base no que está escrito, a fonte do JD enfatizou , que são os próprios clubes que estão a pedir ajuda financeira e a deixarem bem claro, que não têm como apresentar a garantia financeira exigida por lei, para serem inscritas e participar do campeonato angolano.
O Jornal dos Desportos apurou, que a Federação procura sempre evitar o extremo,  em situações do género, motivo por que a FAF por meio do seu Conselho Técnico, cuja missão é licenciar quem deve participar no campeonato, prefere adoptar uma atitude de espera,  a ter de aplicar de imediato o artigo 13.
\”Requisitos objectivos de indeferimento do pedido de licenciamento”, que reza o seguinte: “Não será diferido o pedido de licenciamento, aos candidatos que não preencham, objectivamente, os requisitos previstos no artigo anterior”, salientou. Às vezes, as costumeiras ameaças de desistência que surgem no decorrer do campeonato,  têm feito com que as pessoas apontem o dedo à FAF, por permitir que clubes que aparentam estar com os cofres vazios, entrem no campeonato.
No entanto, a nossa fonte esclareceu, que a Federação tenta primeiro esgotar todas as hipóteses, antes de ser severa, para poder agir de acordo com o ponto 3, do artigo 12, que dá poderes “a entidade licenciadora”, no caso o Conselho Técnico, para “dentro dos prazos de fiscalização, solicitar ao longo da época desportiva a apresentação do comprovativo bancário”.
Ao longo da história, do campeonato, foram raros os casos de desistência, com o campeonato a decorrer, por isso, a nossa fonte enalteceu a paciência que a Federação tem exercido, pois, lembrou que os clubes que emitem  gritos de socorro, acabam sempre por resolver os seus problemas financeiras.
Sublinhou , que o “jogo de cintura” dos clubes, acaba por fazer com que o campeonato mantenha o formato inicial, porque a FAF não vai ao extremo nem de suspender a licença, nem de excluir o clube faltoso “no decurso da competição”, como prevêem algumas das alíneas do artigo 10.

Tags
Mostrar Mais

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back to top button