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Palancas Negras jogam hoje e transportam confiança do país nas chuteiras

Um país, uma Selecção! Assim pensam os Palancas Negras, antes da estreia na 32ª edição da Taça de África das Nações em futebol (CAN), frente às Águias de Cartago, hoje às 18h00, na cidade de Suez, sede do Grupo E, que reserva para as 21h00, o jogo Mali-Mauritânia, no encerramento da primeira jornada.

Palancas Negras jogam hoje e transportam confiança do país nas chuteiras
Palancas Negras jogam hoje e transportam confiança do país nas chuteiras

Grupo esbanja optimismo apesar de o adversário desta noite ser considerado como favorito
Fotografia: José Cola | Edições Novembro| Suez

A pulsar futebol, Angola conta o tempo para ver desfilar as suas estrelas na grande montra continental. Para trás ficou tudo o que a dado momento representou grão de areia na engrenagem. Hoje as vontades convergem no sentido da satisfação dos anseios do povo, que quer sorrir de felicidade, por ter um representante capaz de ombrear com adversários à partida mais fortes.
Começa aqui a oitava presença angolana na cobiçada competição, alcançada apenas por quem conseguiu resistir às exigências da fase de apuramento. Os Palancas Negras foram distintos, apesar do arranque em marcha lenta, com a derrota (1-3) na deslocação ao reduto do Burkina Faso, colosso que acabou sem fôlego e fora dos 24 países que têm a honra de baptizar o CAN alargado.
O espírito de união reinante no balneário da equipa nacional contagia os adeptos, que, irmanados numa gigantesca roda de aço, abraçam a sua Selecção, dispostos, mesmo distantes, a sofrer com ela até ao último segundo, convictos de que em campo os jogadores darão tudo que têm.
E, por serem somente 11 de cada lado, não mais que isso, os pupilos de Srdjan Vasiljevic confiam no que preparam para contrariar a força dos tunisinos, mais bem colocados nos “rankings” da CAF e da FIFA, por ser dentro das quatro linhas que se afere a competência de uma equipa.
Nem as baixas registadas nos potenciais titulares esmorecem a determinação do grupo liderado por Mateus Galiano, capitão que assina no Egipto a quarta participação na Taça das Nações. Aliás, será também por Show, impedido de jogar por acumulação de cartões amarelos, e Gelson Dala, goleador limitado fisicamente num choque com Jonathan Buatu, no treino de sexta-feira, que quem for lançado a jogo vai procurar superar o adversário, sobretudo na capacidade de contornar as adversidades.

JA

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