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“Presidential Golf Day” abre tacadas para o turismo

O Presidente da República, João Lourenço, vai dar a tacada inicial da edição inaugural do “Presidential Golf Day”, amanhã, a partir das 8h00, no Campo do Resort Mangais, localizado na Barra do Kwanza, em Luanda. O evento, que vai reunir 80 atletas, entre nacionais e estrangeiros, tem o objectivo de atrair investimentos e obter fundos para causas sociais.

“Presidential Golf Day” abre tacadas para o turismo
“Presidential Golf Day” abre tacadas para o turismo

O Presidente da República, João Lourenço, vai dar a tacada inicial da edição inaugural do “Presidential Golf Day” (PGD), amanhã, a partir das 8h00, no Campo do Resort Mangais, localizado na Barra do Kwanza, em Luanda, evento que vai reunir 80 atletas, entre nacionais e estrangeiros, com o objectivo de atrair investimentos e obter fundos para uma causa social.
A iniciativa é do Ministério do Turismo, no âmbito do programa governamental para o desenvolvimento da indústria turística, apresentado pela primeira vez em Março último. O evento tem início hoje, às 17h00, no HCTA, com o “welcome drink”, destinado a competidores e alguns convidados, numa cerimónia de apresentação oficial da prova.
No último final de semana, o Titular do Poder Executivo esteve no Campo dos Mangais, onde além de treinar e tomar contacto com o estado da modalidade na capital, em conversa mantida com Almir Soares, presidente da Federação Angolana de Golfe (FAGOSFE), João Lourenço teve tempo para montar um dos cavalos da escola do pólo equestre ali situada, apenas para fazer a fotografia da praxe.
Para o Presidencial Golf Day, além de angolanos, espera-se golfistas de Portugal, França, Itália, China, Coreia do Sul, Japão, Turquia e dos países que fazem parte da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral (SADC). A prova vai ser disputada no formato “stableford”, que consiste em marcar pontos consoante o número de tacadas efectuadas em relação ao par em cada buraco. O vencedor é o praticante que obtiver mais pontos “net” no final do percurso, de acordo com explicações do seleccionador nacional, José Costa Crispin, que amanhã estará nas vestes de jogador.
O torneio, que vai reunir um total de 300 pessoas, conta igualmente com a coordenação do Jazz Golf África e o Fórum Mundial do Turismo vai oferecer o melhor cenário para o desenvolvimento de negócios e “networking” entre as empresas locais e estrangeiras, fazendo da actividade um meio para entreter clientes, empresários e funcionários de todo mundo. “Pretendemos que estes dois eventos sejam autênticos ambientes turísticos, culturais e de diplomacia. É essa a nossa expectativa”, referiu Ângela Bragança, ministra do Turismo de Angola.

O Campo dos Mangais

Todos os finais de semana, perto de uma centena de pessoas, na sua maioria estrangeiros vindos de várias partes do mundo, distribuídos entre o recinto para iniciantes (Escola de Golfe destinada a adultos e crianças) e o campo para os mais experimentados, praticam o golfe.
O campo verdejante do Resort Mangais é um projecto único em Angola. Ocupa uma área de 450 hectares e foi criado há mais de 20 anos, pelo engenheiro angolano Francisco Faísca, que construiu igualmente campos de golfe no Dubai e em Algarve, Portugal, de acordo com Sofia Silva, gestora daquele complexo turístico.
Podem ser vistos lagos por todos os lados, no meio aos bungalôs e um matagal, onde além dos cavalos pode-se vislumbrar uma infinidade de aves, jacarés , songos (lagartos anfíbios) e macacos, os que mais interagem com os visitantes, “o melhor que existe na fauna para se contemplar a sul de Luanda”.
O Resort está integrado com a natureza e respeita a fauna e a flora, não fosse este projecto de cariz ecológico levado a cabo por Francisco Faísca. Por outro lado, Houve uma grande preocupação na construção das infra-estruturas no sentido de reduzir ao mínimo o impacto ambiental.
Possui uma relva que se adapta às condições climatéricas da zona. Sofia Silva revelou ao Jornal de Angola que as principais dificuldades prendem-se com a manutenção, desde a falta de fertilizantes específicos até às peças sobressalentes das máquinas. O campo de golfe construído com elevados padrões de exigência e qualidade tem 18 buracos, com uma distância máxima de cerca de 7.000 metros, têm forte característica de um “championship course”.
Além dos Mangais, o país conta com mais dois recintos: o do Morro dos Veados (pelado), na zona do Benfica, com cerca de 75 anos de existência, e outro em Cabinda, pertencente à empresa petrolífera Chevron.

Surgimento em Angola

O primeiro campo de golfe em Angola foi construído em 1935 no Alto da Catumbela, em Benguela. Em Luanda, apenas foi inaugurado em 1941, no Musseque Kasaca, actual Bairro do Golfe, nome surgido pela existência do campo no seu território. Posteriormente surgiram nas cidades do Huambo, Dundo, Lunda-Norte, do Soyo, na província do Zaire.
Entre os seus melhores golfistas angolanos, realce para o capitão do Clube de Golfe de Luanda (CGL), o antigo paraquedista Manuel Barros, bicampeão do torneio Tap (Portugal), 1996/97, bem como vice do Open Tap (Brasil), em 2007.
O veterano defende a necessidade de maior aposta na formação de jovens praticantes, para que a modalidade possa atingir níveis altos em Angola, dentro do programa de massificação gizado pela FAGOLFE.
“Devemos dedicar toda nossa atenção na formação de crianças e jovens, para que aprendam a jogar golfe e atinjam níveis altos em competições internacionais”, disse.
Barros aconselhou ainda os pais e encarregados de educação no sentido de juntarem-se aos projectos da federação de formar crianças e jovens na prática da modalidade desportiva, para que o país tenha no futuro exímios jogadores de craveira internacional.

JA

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