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Tostão: «Cristiano é melhor finalizador, Messi é melhor jogador»

Tostão foi um dos futebolistas mais geniais das décadas de 60 e 70. É um dos rostos eternos do Brasil de 1970 e é, antes de tudo o resto, um ser humano de rara inteligência.

Um problema grave num olho obrigou-o a interromper o percurso nos relvados demasiado cedo (26 anos), mas Tostão não se entregou à tristeza. Estudou, formou-se em Medicina, foi médico e professor.

Hoje, aos 72 anos, é um dos comentadores brasileiros mais respeitados. Uma voz lúcida num país destravado. Em entrevista ao El País, Tostão fala de quase tudo o que rodeia a seleção do Brasil na Copa América e não se esquece de apontar o dedo a Neymar.

«O Neymar tem mostrado um comportamento desnecessário e irresponsável. Vive da fama, parece uma pop star. Tudo isso foi mau para a sua carreira, mas essas são as opções dos futebolistas da sua idade», afirma Tostão. «Ele não é o único, são quase todos assim. Diria que a exceção é o Messi. A maioria tem uma vida cheia de problemas, irresponsável.»

Tostão diz que gosta do futebol de Neymar, que o viu a jogar várias vezes a um alto nível e que não é capaz de dizer que fracassou. «Mas falta-lhe a regularidade de Messi e Ronaldo, que estão sempre lá em cima. O Neymar tem falhado sempre nos momentos-chave, também por culpa de lesões.»

A tábua de salvação para Neymar, considera Tostão, pode estar «no regresso ao Barcelona» e na sociedade «com o melhor futebolista mundial». «É o Messi, claramente. É um passador magistral, um goleador fantástico. Eu diria que o Cristiano é um finalizador mais completo e Messi um melhor jogador.»

Tostão diz mesmo que Messi é «superior a Maradona» do pontos de vista técnico e «muito mais regular». Coloca-o, assim, no segundo lugar dos melhores da história, «só atrás do Pelé».

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