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Academia reconhece que determinados tipos de tecnologia podem realmente ser benéficas para o bebé

A Academia Americana de Pediatria acaba de reconhecer que as novas tecnologias são inevitáveis nos tempos de correm. Por isso mesmo, voltou a rever as recomendações que até então limitava o tempo em frente aos ecrãs por crianças menores de 2 anos.

Hoje, a academia reconhece que determinados tipos de tecnologia podem realmente ser benéficas para o bebé. Programas de alta qualidade, como por exemplo a Rua Sésamo (um programa para crianças que continua a passar nas televisões americanas) podem ter um valor educativo para bebés a partir dos 18 meses. No entanto, a AAP recomenda que os pais assistam a estes programas em conjunto com os seus filhos de modo a garantir que estes compreendem o seu conteúdo.

Para crianças menores de 18 meses, as novas orientações afirmam que as chamadas de vídeo não são prejudiciais (como Facetime ou Skype). No entanto, a academia recomenda que esse uso não seja frequente.

“Utilizar muito a tecnologia, significa que as crianças ficam sem tempo para brincar durante o dia, estudar, falar ou dormir”, diz Jenny Radesky, principal autor da nova declaração de política de media sobre bebés e crianças. E acrescenta: “O mais importante são os pais acompanharem os filhos, para ensiná-los a usar a tecnologia como uma ferramenta para criar e aprender”.

Brincar sem o recurso à tecnologia continua a ser muito mais benéfico para o bebé. O excesso de tecnologia pode impedir a criança de usufruir de atividades físicas e interação pessoal com outras pessoas, que são essenciais para a aprendizagem. O uso excessivo de tecnologia também pode afetar o sono, diz a AAP.

Para crianças dos 2 aos 5 anos, a academia recomenda uma hora por dia para programas televisivos de alta qualidade. Os pais de crianças de 6 anos devem impor limites sobre o tipo de conteúdos aos quais podem ter acesso e por quanto tempo, e garantir ainda que a tecnologia não interfe com as atividades físicas e qualidade do sono.

Para ajudar os pais a cumprirem estas recomendações, a AAP apresenta uma área no seu site onde cada família pode criar um plano ajustado quanto ao uso da tecnologia.

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