DestaqueEconomia

Angola exporta etanol para França

A exportação de 8,5 mil metros cúbicos de etanol anunciada em Março pela Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom) ocorre a 13 e 23 deste mês de Maio, beneficiando os produtores de perfume Ryssow, da Suíça, e Alcotra, de França, de acordo com informações obtidas pelo Jornal de Angola.

Angola exporta etanol para França
Angola exporta etanol para França

Biocom é o principal produtor angolano de cana-de-açúcar e de derivados como o etanol
Fotografia: José Soares | Edições Novembro

O director de Comercialização da Biocom, Fernando Cock, indicou que 3 500 metros cúbicos de etanol são expedidos do Porto de Luanda a 13 de Maio e cinco mil no carregamento seguinte, a 23 de Maio, para o que já existem contratos assinados e estão observadas todas as outras condições logísticas e burocráticas para a exportação.
“Os contratos e toda a documentação necessária estão devidamente assinados, es-tando-se apenas a aguardar a chegada do navio, num processo que está a merecer o apoio dos Ministérios da Indústria e do Comércio a facilitar todo o processo de exportação”, declarou Fernando Cock.
O director de Comercialização afirmou que a companhia investiu cerca de um milhão de dólares para elevar a qualidade do álcool produzido, que constitui 43 por cento da procura no mercado nacional, ou 19 milhões de litros dos 44 milhões consumidos.
A empresa está em vias de cobrir metade da procura do país com a sua produção de etanol hidratado, que é utilizado como combustível, e neutro, um etílico que está a ser produzido para utilização na indústria de bebidas, farmacêutica, hospitalar e de cosmética.
As informações foram prestadas sexta-feira, na abertura oficial do Ano Agrícola 2019 na Biocom, quando se prevê que a companhia produza 110 mil toneladas de açúcar, 20 mil metros cúbicos de etanol neutro e 60 megawatts de energia eléctrica renovável.
O volume de negócios com açúcar, etanol e energia renovável previsto para o cômputo do ano é de 80 milhões de dólares, menos de metade que a média de 170 milhões obtida de 2014 a 2018, de acordo com as informações avançadas pelo director de Comercialização da companhia.
O açúcar da Biocom, de marca “Capanda”, é vendido nas grandes superfícies comerciais e a empresas da indústria transformadora como as fábricas de bebidas, bem como a pequenos e mé-dios distribuidores.
De acordo com Fernando Cock, as necessidades de consumo de açúcar do país são de 80 mil toneladas por ano, com a Biocom a deter uma quota de mercado de 25 por cento.
O álcool também é destinado às empresas de fabrico de bebidas espirituosas, enquanto a energia produzida é fornecida à Rede Nacional de Distribuição (RNT).
Cinco anos depois do início da produção, a Biocom constitui-se no principal motor da cadeia produtiva de cana-de-açúcar em Angola, com particular participação no processo de diversificação da economia do país.
A companhia conta com uma área desmatada de 30 mil hectares, 25 mil dos quais plantados, esperando-se por uma colheita de mais de um milhão de toneladas da cana-de-açúcar, que é a principal matéria- prima.
A empresa criou já 2 500 empregos directos e 25 mil outros indirectos, com 97 por cento das vagas ocupadas por nacionais. Para a presente colheita, foram recrutados mais de 600 novos trabalhadores, segundo disse o director-geral adjunto, Luís Bagorro Júnior.
De recordar que, durante a colheita do ano passado, foram produzidos 73 mil toneladas de açúcar, produzidos 17 mil metros cúbicos de etanol hidratado e 27 mil megawatts de energia.

Exportação de etanol
Para a Europa está agendada ao pormenor 8 500 metros cúbicos total da transacção 3 500 metros cúbicos expedidos a 13 de Maio
5 000 metros cúbicos enviados a 23 de Maio

JA

Tags
Mostrar Mais

Ernesto

Escritor e Editor de Noticias no site Angola Nossa.

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back to top button