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Angola vai fabricar Telefones

Angola passa, a partir de Janeiro do próximo ano, a fabricar telemóveis, num investimento avaliado em  8.528.072,56 de dólares.

O contrato foi assinado ontem, em Luanda, numa cerimónia presidida pela ministra da Indústria, Bernarda Martins, e  envolveu outros cinco acordos estimados em 35 milhões de dólares. Trata-se de projectos das empresas Lisa Pulsares Eletronica, SA, Aguatech, ICC Angola, Gabr & Filhos, Erena e Unique Beverages, ambas LDA.
O director da área de projecto da empresa Lisa Pulsares, Morato Custódio, disse que a sua empresa tem como objectivo estancar as importações de telemóveis no país, com uma produção anual seis milhões de unidades.
Os telemóveis vão ser fabricados no país através do processo CKD, componentes semi-montados em Hong Kong, que vão ser finalizados em Angola com qualidade. A empresa conta com uma parceria estratégica em Hong-Kong que fornece a matéria-prima para constituir os “fit-phones” funcionais e os “snap-phones” mais inteligentes e, numa segunda fase, vai fabricar tabletes com 2.5 polegadas.
A ser instalada no pólo industrial de Luanda, a fábrica de telemóveis, além de promover a exportação do produto para os mercados vizinhos, vai contribuir para a redução dos preços dos aparelhos no mercado nacional.
Além da ministra da Indústria, Bernarda Martins, o acto foi testemunhado pelo director da Unidade Técnica de Apoio ao Investimento Privado (UTAIP), Norberto Garcia, e pelos responsáveis das empresas. Os investimentos vão proporcionar a criação de mais de 698 postos de trabalho directos, 623 dos quais  para trabalhadores angolanos, cobrindo assim cerca de 90 por cento da mão-de-obra.
Os projectos aprovados enquadram-se na nova política de investimento privado e respondem aos vários objectivos identificados no Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017, que defende o fomento da produção nacional, promoção do emprego e qualificação da mão-de-obra nacional, bem como propiciar o abastecimento eficaz do mercado interno em substituição das importações.
Os acordos rubricados incluem investimentos no sector de bebidas, a serem realizados pelas empresas “Erena, com um investimento global de 4.954 970 dólares e Unique Beverages Cabinda com 2.500.000.
As empresas Aguatech, vocacionada para a fabricação e montagem de electrodomésticos e matéria de plástico, garantem um  investimento de 6.162.756 de dólares. A ICC Angola investe 9.628.997 de dólares na fabricação de electrodomésticos.
A ministra da Indústria, Bernarda Martins, disse que a assinatura dos contratos tem uma grande importância para o sector que dirige e para o país, na medida em que a produção de telemóveis em Angola é uma grande novidade. “Mesmo que os telemóveis venham a ter uma duração média de dois anos, com a produção anual de seis milhões, a fábrica vai poder abastecer o mercado nacional”, admitiu.
Ao longo do presente ano, a indústria alimentar liderou o sector, em termos de investimentos, a que se seguem a dos plásticos e a metalomecânica.
Bernarda Martins resumiu que, durante o ano em curso, o sector da Indústria gerou cerca de 700 postos de trabalho, num investimento que ronda os 160 milhões de dólares em mais de 20 projectos durante o ano.
A ministra garantiu o arranque de todos os pólos industriais que, aprovados  há mais de 20 anos, estavam condicionados à ausência de financiamento. Com a recente aprovação de diplomas que autorizam a participação de privados na construção de infra-estruturas, os pólos industriais já recebem investimentos avultados, o que permitirá a criação de centenas de milhares de postos de trabalho.
Em 2015, o Ministério da Indústria realizou um censo que registou 70 unidades industriais, incluindo as micro empresas em grande volume. Neste momento, o ministério está a cumprir um programa de formalização de sete mil micro empresas.
O director da Unidade Técnica dos Investimentos Privados, Norberto Garcia, disse que a assinatura dos contratos demonstra a aposta na diversificação económica do país, numa altura em que o sector da Indústria lidera o investimento privado em Angola.
“A pirâmide de investimentos é considerável e, com a assinatura destes contratos, o sector da Indústria vai criar dois mil postos de trabalho, o que demonstra a vontade dos investidores privados em continuar a impulsionar o sector produtivo”, salientou.

 

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