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Conferência lança licitações de campos petrolíferos marginais

Petróleo angolano

A primeira Ronda de Licitações para Campos Marginais de petróleo é lançada na Angola Oil and Gas Conference, que se realiza de 4 a 6 de Junho em Luanda, para atrair parceiros que apoiem as medidas de promoção de investimento aprovadas pelo Executivo, para a recuperação da indústria angolana dos hidrocarbonetos.Isso foi declarado ao Jornal de Angola por Sérgio Pugliese, presidente para Angola da Câmara Africana de Energia (CAE), que organiza o encontro com a África Oil & Power, prevendo que essas licitações permitam a todas as empresas de exploração e produção africanas e internacionais expandirem os seus negócios.
“Angola tornou-se um dos mercados mais atraentes e lucrativos para qualquer investidor no sector da energia e o licenciamento contínuo de vários blocos, que teve início este ano, vai propiciar inúmeras oportunidades”, antevê Sérgio Pugliese.
Na sua opinião, o pragmatismo na regulamentação das regras de conteúdo local e a liberalização dos processos de obtenção de vistos têm sido desenhados para tornar Angola mais competitiva a nível global. “Este evento constitui a mais importante plataforma para a indústria petrolífera de Angola, onde vão ser geradas mais oportunidades para empresas que desejam aumentar as exportações para novos mercados”, acentuou.
Em 2017, lembrou, foi aprovada regulamentação importante para o sector, incluindo políticas de gás, regulamentação de campos marginais e uma nova estratégia de licenciamento de petróleo para o período até 2025. As reformas do Governo implementadas até agora vão beneficiar todos os angolanos e aumentar a capacidade dos empregadores de gerarem mais oportunidades para a população angolana, os investidores e a região.
Para o presidente executivo da CAE, NJ Ayuk, Angola está a passar por reformas estruturais políticas, económicas e sociais, o que, se for bem sucedidas, vão permitir ao país libertar-se da sua de-pendência do petróleo.
Com cerca de 9,9 mil mi-lhões de barris de reservas comprovadas, detém alguns dos depósitos de petróleo mais promissores do mundo e as estimativas das reservas prováveis comercialmente recuperáveis em Angola são de pelo menos 10,7 mil mi-lhões de barris, segundo nú-meros de NJ Ayuk, que con sidera o país uma óptima oportunidade para novos exploradores e as empresas operadoras. Durante a Angola Oil & Gas Conference 2019, a CAE vai promover uma missão comercial a Angola, colocando à disposição dos empresários activos dos sectores do petróleo e gás nos domínios da produção, refinação e distribuição a explorarem e conhecerem melhor o mercado angolano.
A África Oil & Power é actualmente a principal plataforma do continente para promover investimentos e políticas de energia, para facilitar a atracção de investimentos em todos os seus segmentos.

Estratégia de licenciamento
Angola está a aplicar um novo regulamento sobre a concessão de licenças de exploração de petróleo e gás, na sequência dos decretos sobre os poços marginais e as concessões petrolíferas que po-dem ser atribuídas através da licitação pública, pública limitada e negociação directa.
De acordo com as regras, a Sonangol vai ter uma participação de 20 por cento nas operações de pesquisa nos casos em que não seja o operador do bloco, enquanto a licitação pública limitada será restringida a um conjunto previamente seleccionado de empresas que já conheçam o mercado, por razões de interesse estratégico nacional.
Quanto à negociação di- recta, as companhias petrolíferas devem apresentar maior experiência, conhecimento e capacidades técnicas e tecnológicas para operar em Angola ou noutras regiões do mundo.

JA

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