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Japão reitera apoio ao continente africano

O primeiro-ministro do Japão, Shinzu Abe, garantiu nesta sexta-feira, em Yokohama, que o seu país vai continuar a prestar assistência aos projectos de desenvolvimento do continente africano.
Japão reitera apoio ao continente africano
Japão reitera apoio ao continente africano
Shinzō Abe Primeiro Ministro do Japão

Ao falar em conferência de imprensa, no final dos trabalhos da 7ª Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África (TICAD7), decorrida em Yokohama, o governante nipónico lembrou que, nos últimos três anos, o sector privado japonês investiu 20 mil milhões de dólares no continente africano.

Sublinhou que o Japão vai continuar a caminhar com o continente africano, para prestar assistência técnica em sectores chaves da economia, como agricultura, infra-estruturas e educação.

O Chefe do Governo do Japão entende que o “boom económico” e o desenvolvimento não devem se circunscrever à Europa e Ásia, mas deve chegar também ao continente africano, daí o Japão ter encontrado na TICAD o meio para ajudar África com projectos de qualidade que sustentem o seu desenvolvimento.

Questionado sobre a diferença entre a cooperação japonesa e chinesa em África, defendeu que os africanos necessitam da ajuda de todos, sendo a China também um parceiro interessado em ajudar o “continente berço”.

Shinzu Abe salientou que a assistência para o desenvolvimento do continente africano é importante e deve engajar todos os países com um desenvolvimento expressivo.

Por sua vez, o presidente em exercício da União Africana, o egípcio Abdel Al Sisi, enalteceu o facto de o Japão ter criado a TICAD e realizar reuniões permanentes, onde os africanos apresentam as suas preocupações e dificuldades.

Lembrou que África tem uma agenda própria (2063), mas necessita de apoios para a sua efectiva materialização, razão pela qual defendeu a necessidade da consolidação das parcerias entre japoneses e africanos.

Para o desenvolvimento sustentado do continente, sublinhou que África precisa, urgentemente, de indústria, tecnologia, uma agricultura desenvolvida e infra-estruturas, tendo destacado a necessidade de possuir electricidade, portos, aeroportos, caminhos de ferros e estradas.

Al Sisi advogou que essas infra-estruturas podem ser desenvolvidas se africanos e japoneses caminharem juntos, com base nas parcerias a estabelecer.

A TICAD, criada em 1993, é um fórum multilateral, inclusivo e aberto, lançado pelo Governo japonês, em 1993. Tem a participação de países e instituições africanas, de organizações internacionais de desenvolvimento, do sector privado e da sociedade civil.

As suas edições são organizadas pelo Governo japonês, Nações Unidas, Banco Mundial e pelos países africanos.

A TICAD tem como objectivo primordial promover um diálogo político de alto nível entre os líderes africanos e parceiros internacionais, com vista a mobilizar apoios para as iniciativas de desenvolvimento económico da paz e segurança, com maior apropriação africana.

Pelo menos mais de quatro mil e 450 pessoas de 54 países africanos, do Japão e convidados de outros países participaram, este ano, durante três dias, nesta plataforma de diálogo permanente, com o propósito de encontrar os melhores caminhos para o desenvolvimento do continente africano.

Nesta edição, deu-se enfoque às questões da paz e segurança, tendo o primeiro-ministro japonês prometido trabalhar para a estabilidade dos países africanos.

Angop

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