João Lourenço recebeu Matias Damásio, Yola Araújo, Kyadaff e maliano Salif Keita

O Presidente da República, João Lourenço, recebeu na quinta-feira, em audiência conjunta, no Palácio Presidencial, vários músicos angolanos, num encontro que contou com a presença do cantor maliano Salif Keita.

Presidente da República com músicos na Cidade Alta
Fotografia: | Edições Novembro

No encontro com o Chefe de Estado angolano, os músicos Elias Diakimuezo, Yola Semedo, Matias Damásio, Kyaku Kyadaff e Salif Keita abordaram questões ligadas ao desenvolvimento do país, bem como da arte musical.
No final, Elias Diakimuezo, emocionado, falou à imprensa e agradeceu o gesto do Presidente João Lourenço. “Teve a preocupação de receber os músicos, em representação da classe artística do país”, afirmou.
Para o cantor Salif Keita, que participou na terça-feira (26) num convívio musical no quadro da investidura do novo Presidente da República, o encontro foi de extrema importância. Yola Semedo disse que acredita nas mudanças a serem implementadas pelo Presidente da República no sector da cultura.
João Lourenço é defensor da dignificação dos artistas angolanos. Em Agosto, enquanto candidato a Presidente da República, João Lourenço elogiou o trabalho dos músicos pela recriação e renovação das variadas linhas melódicas e introdução de novas propostas que, que segundo ele, tocam o coração dos angolanos e rompem fronteiras.
Com a aplicação das políticas definidas no programa eleitoral do partido, João Lourenço disse que a música popular angolana, que trouxe à ribalta grandes músicos no plano nacional e internacional, vai alcançar metas mais ousadas e fazer com que Angola se firme como país que contribui e influencia o mundo com diversos aportes dos seus criadores.
Na altura, durante um encontro alargado com os fazedores da arte no país, João Lourenço garantiu trabalhar para que a cultura assuma um lugar de relevo na economia, participando na diversificação e na geração de riqueza e bem-estar para as comunidades e defendeu a criação de oportunidades de trabalho e rendimento para os criadores, para forjar a identidade nacional e os valores fundamentais.
O Presidente da República pretende, desta forma, dar prosseguimento à tarefa de resgatar e promover os valores culturais que contribuam para o respeito dos direitos humanos, da igualdade de género e dos direitos da mulher.

Fomento de empresas
Aos fazedores de cultura e arte, João Lourenço assumiu o compromisso de conjugar esforços para potenciar o financiamento à cultura através do reforço da legislação e da criação de condições para o fomento de empresas que possam obter lucros com os produtos culturais.
Ao agir desta forma, esclareceu na altura João Lourenço, pretende-se garantir o cumprimento cabal das linhas orientadoras da política cultural, que prevê o aumento da rede de infra-estruturas culturais por todo o país, da qual fazem parte bibliotecas, arquivos, museus, casas de cultura, teatros, cinemas e outros espaços.
A acção, explicou o Presidente João Lourenço, implica necessariamente o aumento de quadros nas respectivas especialidades, que garantam o normal funcionamento das instituições, razão pela qual é preciso formar com urgência mais técnicos para garantir o sucesso que o MPLA almeja neste domínio.
João Lourenço disse que as potencialidades do país no domínio cultural fazem o partido no poder acreditar que a próxima fonte de rendimento será proveniente do turismo cultural e encorajou a realização de estudos sobre os espaços políticos antigos, como as embalas dos antigos reis.
“Devemos intensificar tais projectos para que a breve trecho estejam em condições de neles se elevarem estruturas que exaltem o papel desempenhado no passado por estas chefias políticas, dando a dignidade merecida aos seus actuais representantes”, argumentou.
João Lourenço defendeu igualmente a prestação de uma atenção especial aos espaços e lugares de memória da luta de libertação nacional, para se juntarem aos demais bens do património arqueológico, como as “Necrópoles do Cuanza- Sul”, a arte rupestre do Tchitundo Hulo e de Ndala Mbiri, e o Corredor do Kwanza, que merecem continuar a ser estudados e correctamente divulgados.
No domínio da literatura, João Lourenço aconselhou as novas gerações a inspirarem-se nos escritores angolanos como Agostinho Neto, António Jacinto, Viriato da Cruz, Mário António, Wahenga Xitu, Arnaldo Santos e tantos outros de que o país se orgulha. “Não podemos deixar em mãos alheias os créditos firmados por insignes cultores das nossas mais variadas expressões artísticas que fizeram da marca Angola um modelo ímpar e exemplar”, assinalou o Presidente da República, que destacou igualmente a importância do desenvolvimento das indústrias culturais ligadas à produção de livros, à realização do carnaval e à recuperação da produção cinematográfica.
“Estamos certos que, apesar das actuais dificuldades, passos certos serão dados para que todas as expressões das artes e da cultura possam encontrar os recursos e as infra-estruturas que garantam o seu desenvolvimento”, disse, para lembrar que o associativismo cultural é uma via para a promoção das artes e da cultura.

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